“O mal não está escrito na testa”, diz conselheira sobre tios de criança torturada

As conselheiras tutelares Nilza Nete e Vânia Nogueira, em entrevista ao programa Tribuna Livre e ao Página Brazil na manhã desta quarta-feira (02), comentaram sobre o caso da criança de quatro anos que foi torturada pelos tios na Capital e sobre outros registros de violência contra menores na Capital.

Conselheiras comentaram casos de violência contra crianças na Capital.
Conselheiras comentaram casos de violência contra crianças na Capital.

De acordo com a conselheira Nilza Nete, mesmo na Santa Casa, o menino torturado pelos tios já está sendo acolhido pelo Conselho Tutelar e, após receber alta, será encaminhado para um abrigo. Ainda segundo a conselheira, o menino não estava sendo acompanhado antes da denúncia. “Os pais da criança são usuários de drogas e ainda não foram localizados. Ele estava sob responsabilidade da avó, mas ela não teve condições de criá-lo e entregou o menino para a Vara da Infância, até que os tios resolveram adotá-lo”, disse.

Os tios procuraram a Vara da Infância e entraram com pedido de guarda da criança e, como não havia nada que impedisse a adoção, já que aparentemente a família era estabilizada, a guarda foi concedida aos tios. “Não havia nada que desabonasse essa família. Eles tinham um lar, duas crianças e não tinham antecedentes, estava tudo dentro dos critérios. Mas, infelizmente, o mal não está escrito na testa”, relatou.

Criança era torturada durante rituais de magia negra.
Criança era torturada durante rituais de magia negra.

Durante nove meses a família recebia visitas frequentes da equipe técnica da Vara da Infância, mas, nos últimos meses, os tios estavam dificultando o acesso à casa, informando que estariam viajando ou não estariam na casa no dia em que as visitas eram marcadas. Desconfiados, a equipe resolveu ir de surpresa até a residência da família e o caso foi descoberto.

Outros casos

Segundo a conselheira Vânia Nogueira, casos de violência contra crianças são constantes na Capital e, para que o índice diminua, é necessário que a população denuncie.

Ainda segundo Vânia, a maioria das denúncias são de abuso sexual e violência física. “Geralmente o crime acontece dentro da própria casa. No caso do estupro, quase sempre quem comete o ato é o pai ou padrasto da criança. Na violência física, mães ou outros responsáveis pelo menor. Também existe a violência causada negligência e abandono”, explicou.

Casos de violência contra crianças podem ser denunciadas pelo número 100.

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