Número de cirurgias de redução de estômago aumenta 7,5% no Brasil em 2016

Em 2016, mais de 100 mil pessoas fizeram a cirurgia (Foto: Divulgação/Via Paraná Portal)

O número de cirurgias bariátricas no Brasil aumentou 7,5% em 2016, se comparado com o ano de 2015. Os dados divulgados, nesta terça-feira (17), são da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e apontam que, no ano passado, cerca de 100.512 pessoas fizeram a cirurgia para redução de estômago no país.

O número supera em cerca de 7 mil procedimentos as 93,5 mil cirurgias realizadas em 2015 e está em crescimento. Em 2012, foram feitas 72 mil cirurgias no Brasil; em 2013, 80 mil procedimentos foram realizados e em 2014, cerca de 88 mil pessoas optaram pela redução de estômago.

O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias realizadas e as mulheres representam 76% dos pacientes que fazem a redução de estômago no Brasil.

No Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba – referência em cirurgia bariátrica – as operações para redução de estômago acompanharam o crescimento nacional. O aumento no número de procedimentos em 2016 foi de 8%, atingindo a marca de 414 cirurgias realizadas no ano passado.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Caetano Marchesini, o aumento no número de procedimentos para redução de estômago pode estar relacionado ao crescimento da obesidade no Brasil e também com as novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) para realização de cirurgia bariátrica. O Conselho ampliou de seis para 21 o número de doenças associadas à obesidade e que podem levar a indicação da cirurgia bariátrica.

“A obesidade já está sendo tratada como o mal do século por médicos e especialistas no mundo todo e a cirurgia bariátrica contribui para a cura ou remissão de diversas doenças associadas à obesidade como, por exemplo, a hipertensão, problemas nas articulações, coluna e diabetes tipo 2”, enfatiza Marchesini.

Ele explica, que a cirurgia bariátrica apresenta índices superiores a 90% de melhora em quadros de diabetes, asma e incontinência urinária, hipertensão, doenças do refluxo gástrico e a apneia do sono. “Isso faz com que a busca por este tratamento aumente cada vez mais”, relata o cirurgião.

“Além disso, a realização da cirurgia bariátrica pode videolaparoscopia tornou o procedimento mais seguro ao paciente”, completou Marchesini. (Com Paraná Portal e SBCBM)

Comentários