Novo júri popular de acusados de matar advogado será nesta quinta

Ascom TJ-MS

Após o Tribunal de Justiça de MS entender que a decisão dos jurados foi contrária às provas existentes e assim anular o julgamento realizado, a partir desta quinta-feira (19) começam a ser realizados os novos júris populares dos acusados pelo assassinato do advogado Nivaldo Nogueira de Souza, ocorrido no dia 23 de março de 2009 no município de Costa Rica.

Ao todo, são sete envolvidos, no entanto um deles faleceu, e outro não houve recurso, sendo que sua pena já transitou em julgado, assim serão realizados três novos júris para que sejam julgados novamente cinco acusados. O processo veio para a Capital em virtude de se tratar de crime de pistolagem em cidade pequena, logo, a realização do julgamento por lá poderia intimidar os jurados.

O primeiro júri está marcado para ter início às 8 horas desta quinta-feira (19), pela 1ª Vara do Tribunal do Júri. Serão levados novamente a julgamento D. da S.R. e F.P.F., acusados de serem os executores do crime. Outro executor, M.L. dos R., não será levado novamente a júri porque o recurso no TJ não atingiu sua condenação, e, assim, o julgamento com relação a ele foi o único que ficou mantido.

O crime – De acordo com a denúncia, no dia do ocorrido, por volta das 18 horas, o acusado D. da S.R., pilotando uma motocicleta, teria conduzido M.L. dos R. até o estabelecimento comercial denominado “Lanchonete Cantinho Meu”, no centro de Costa Rica, onde o advogado estava. Eles teriam ficado de tocaia na esquina.

Ainda conforme a denúncia, em seguida, F.P.F. teria passado de carro e avisado que o homem estava no bar. Os dois primeiros passaram de moto em frente à lanchonete, mas resolveram dar mais uma volta. A seguir, D. da S.R. subiu com a moto na calçada em frente ao estabelecimento, M.L. dos R. desceu e, após certificar-se que era o advogado, sacou a arma e desferiu tiros a curta distância, um deles atingindo fatalmente a cabeça de Nivaldo. Após, os dois teriam fugido e duas quadras depois M.L. dos R. entrou no carro de F.P.F. Os três foram condenados.

Segundo a acusação, o pecuarista O.J. de A.J. seria o mandante e teria contratado E.R. para intermediar a contratação dos executores. Ainda de acordo com a acusação, W.I.R. teve participação moral e material, pois teria apresentado M.L. dos R. como a pessoa para matar a vítima. Além disso, J.R.C. também foi acusado de ser um dos intermediários do crime.

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