Novatos da Seleção devem ganhar chance contra El Salvador

Gazeta Press/JP

Apesar do amistoso com os Estados Unidos ser o primeiro desafio de um ciclo de quatro anos, tendo a Copa do Mundo do Catar como objetivo principal, Tite prefere escalar logo de cara o que tem de melhor. Dez, dos 11 titulares do Brasil nessa sexta-feira estiveram na Rússia. A lista só não será completa porque Fagner precisou ser cortado e Fabinho assumiu o posto na lateral direita.

O treinador brasileiro terá direito a seis alterações. Fica, então, a expectativa para que caras novas ganhem oportunidade. Mas, pelo planejamento de Tite, talvez jogadores como Dedé, Felipe, Arthur, Militão, Lucas Paquetá, Andreas Pereira, Richarlison e Everton só aparecem em campo, ou pelo menos a maioria deles, na terça-feira, em Washington, no confronto com El Salvador.

A convocação, nessa nova etapa, a gente tem que dividir. Se fosse uma situação normal, uma série de outros estariam convocados, provavelmente vão vir na próxima convocação”, explicou o técnico, citando atletas como Marcelo e Gabriel Jesus, que não puderam ser chamados nesse momento. “O jogo vai dizer. Possivelmente, o segundo jogo haja uma possibilidade maior. Nessa eu não sei”, completou, tirando um pouco da esperança dos novatos para essa sexta.

Aproveitando o assunto, Tite falou sobre escolha por Fabinho na lateral, posição que o jogador não atua há pelo menos dois anos. “Fabinho tem um DNA de lateral. Eu liguei para ele e ele disse ‘fiz toda minha base assim, não vai ter problema’”, contou, antes de emendar na argumentação por Coutinho no meio, e não aberto.

“O Coutinho pode jogar por dentro, sim. Ele está jogando assim no Barcelona, ele tem variação, ele pode fazer as duas funções, tem característica para fazer as duas funções, vai depender agora dessas oportunidades a Fred, Arthur”.

Arthur, aliás, rendeu um capítulo à parte na entrevista do treinador da Seleção Brasileira. Apesar de começar no banco de reservas nessa sexta, o volante do Barcelona, ex-Grêmio, está cheio de moral com o comandante.

“Articulador, posicional, reprograma passe, o passe dele só vira tornozelo, induz o adversário a fazer uma marcação, uma capacidade de fazer o passe para o passador, a ‘titebilidade’ da coisa, ele faz a transição, pega a bola próximo aos zagueiros e passa para Coutinho, Neymar. Ele faz essa transição, com uma capacidade impressionante. Falei com o Roger (Machado) e ele disse que chamavam ele de “encontra saída”.

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