Nova terapia para câncer de pulmão se mostra mais eficaz que quimioterapia

VEJA/JP

O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. (Foto: IStock/Getty Images)

Durante o Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Oncológica (ESMO, na sigla em inglês), que aconteceu este final de semana em Barcelona, na Espanha, pesquisadores apresentaram uma importante descoberta para o tratamento de câncer de pulmão avançado. O novo estudo indica que a imunoterapia composta por nivolumabe e ipilinumabe promove 7% maior taxa de sobrevida em um período de dois anos em comparação com a quimioterapia padrão para este tipo de câncer.

A imunoterapia é uma forma de tratamento biológico que ajuda o sistema imunológico do paciente a combater as células cancerígenas. Já na quimioterapia, é o próprio medicamento que destrói as células doentes.

Segundo o estudo, que envolveu mais de 1.500 pacientes no estágio IV da doença. O novo tratamento é indicado para pacientes com câncer de pulmão avançado que não tenham mutação ou alteração no EGFR. A EGFR é uma proteína encontrada na superfície das células que promove crescimento e divisão celular. Em pacientes com câncer de pulmão, essas célula podem tem essa substância em excesso, o que faz com que elas cresçam mais rápido.

Câncer de pulmão 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Em 85% dos casos, a doença está associada ao consumido de derivados do tabaco, como cigarro. A taxa de sobrevida em cinco anos para a doença é de 18%. Quando diagnosticado precocemente – o que raramente acontece – esse número sobre para 56%. O novo tratamento poderia melhorar esses números.

Vídeo 

O médico Fernando Maluf, oncologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, esteve no congresso e explica em detalhes o novo tratamento. Confira:

 

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