No segundo dia de cirurgias, Caravana da Saúde atende até paciente do Rio de Janeiro

Os atendimentos na Caravana da Saúde, etapa da microrregião de Campo Grande, seguem a todo vapor e estão contemplando até moradores de outros estados brasileiros. Uma dessas pessoas é o aposentado Otacílio Rodrigues de Paiva, de 69 anos, que veio do Rio de Janeiro a Mato Grosso do Sul para operar a catarata do olho esquerdo. “Lá a saúde é precária e minha filha organizou para eu vir”.

Otacílio contou que está em Campo Grande a quase um ano. Ele e a esposa vieram a capital sul-mato-grossense a procura de atendimento médico, Otacílio para tratar dos olhos e a companheira para cuidar o útero. “Ela já tinha feito a cirurgia e só faltava eu, que consegui aqui na Caravana”. Feliz depois da cirurgia e contente por enxergar de novo, Otacílio só falava em uma coisa: voltar para o Rio. “Lá eu tenho comércio, quero voltar a trabalhar”.

Foto: Jessica Barbosa
Foto: Jessica Barbosa

Neste segundo dia de realização de cirurgias oftalmológicas na Caravana da Saúde, sexta-feira (13), os pacientes seguem sendo atendidos com consultas e cirurgias oftalmológicas. Jair de Paula Nantes, 74, era só ansiedade antes de retirar a catarata. “Eu não trabalho mais, só vejo televisão e o que eu mais gosto é o futebol, mas não enxergo mais a bola”. Depois de passar pelo centro cirúrgico, o primeiro comentário foi sobre o esporte. “Agora vou poder ver o Corinthians”.

A Caravana da Saúde do Governo do Estado é realizada no Centro de Convenções Albano Franco, que fica nos altos da Avenida Mato Grosso, em Campo Grande. O atendimento segue até o próximo dia 29. Consultas oftalmológicas atendem demanda livre, ou seja, pacientes interessados podem comparecer ao local com documento com foto e cartão do SUS para ser consultado. O atendimento é destinado a pessoas acima dos 55 anos.Para muitos dos pacientes, a oportunidade de voltar a enxergar vai além do lazer. Esse é o caso do músico Lídio Lopes, 60, que toca blues nos bares de Campo Grande. O instrumento de trabalho dele é o trompete. “Sempre tento estudar música, aprender mais canções, mas era muito difícil enxergar a escrita no papel. Agora, depois da caravana, vou me dedicar mais e aprender mais”, falou.

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