No Brasil, cerca de 30% das pessoas ainda morrem de doenças cardiovasculares

Da Redação/JN

No Brasil, cerca de 30% das pessoas ainda morrem por consequência de uma doença cardiovascular, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. Entretanto, explica o cardiologista e diretor técnico da Amacor, Dr. Silvio Galuzzi, medidas preventivas adotadas através de acompanhamento semestral com cardiologista podem ajudar a diminuir essa taxa.

Dr. Silvio Galuzzi.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Normalmente, são geradas por estilos de vida não saudáveis, como alimentação rica em gorduras e carboidratos industrializados, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e estresse.

A prevenção médica aliada a tecnologia guiam um tratamento adequado para a redução da mortalidade por problemas cardiovasculares, afirma o Dr. Silvio Galuzzi.

A tecnologia está presente nos exames. “É utilizada desde exames mais simples, como de sangue que detecta a diabetes ou casos de dislipidemia (gordura no sangue), até exames de imagens mais minuciosos e capazes de diagnosticar doenças logo no início, permitindo uma prevenção direcionada aos pacientes identificados como de mais alto risco”, explica o cardiologista. É por meio dos exames que o médico definirá o melhor tratamento, levando em consideração as características individuais de cada paciente. “Há doenças que devem ser tratadas de maneira mais invasiva, com cirurgia e outras de forma mais conservadora, com medicamentos”, salienta o cardiologista.

Contudo, ressalta o cardiologista, é importante que o médico reconheça os fatores de risco principais e analise os sintomas, muitas vezes atípicos, dos pacientes e indique os exames mais apropriados para cada caso. “A presença da doença cardiovascular pode ser diagnosticada com uma simples entrevista médica nos casos típicos, até aplicando tecnologias mais avançadas da Medicina de Imagem, como um Ecocardiograma ou uma tomografia do coração, que ajuda a observar alterações cardíacas antes de um infarto, que pode ser fatal”, conta Dr. Silvio Galuzzi.

As doenças cardiovasculares podem ocorrer em todas as épocas da vida, por isso, também é importante que a população se conscientize sobre doenças silenciosas, como a diabetes e colesterol alto.

Os fatores de risco estão diretamente ligados às doenças do coração, ou seja, histórico familiar, obesidade, colesterol alto, diabetes e pressão alta são extremamente perigosos, em geral não apresentam sintomas e podem levar a um infarto. “Alterações no colesterol e dislipidemias (gordura no sangue) familiares não se manifestam por sintomas, mas, geralmente, por suas consequências desastrosas. Portanto, o paciente deve ficar atento aos check-ups e potenciais indícios”, esclarece o médico. “Dor no peito e falta de ar são alertas do desenvolvimento mais avançado da doença. Na dúvida, é imprescindível procurar um cardiologista”, orienta.

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