Nelsinho 'rompe relação' com André e deixa o PMDB

O ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad seguiu o conselho doo irmão caçula, Fábio Trad e “rompeu a relação” com o ex-governador André Puccinelli (PMDB) inciada em 1992, quando Nelsinho foi convencido por André a sair candidato a vereador em Campo Grande,

Nelsinho Trad e André Puccinelli foram aliados por 24 anos
Nelsinho Trad e André Puccinelli foram aliados por 24 anos

Naquela época André era deputado estadual e queria ter um candidato forte na Capital. Um dos argumentos apresentados por André, estava o fato dele ser deputado do interior e precisar um vereador na Capital., somado a isso ele disse a Nelsinho que o trabalho seria para ele ter mais votos do que Guy Machado, filho do ex-deputado Londres Machado, adversário político do ‘italiano’, desde Fátima do Sul.

Nelsinho foi segundo mais votado e ajudou a calçar a trilha de André, eleito prefeito em 1996, quando Nelsinho se reelgeu, chegou a presidência da Câmara até ser eleito o deputado estadual mais votado do Estado em 2002. Esses primeiros mandatos Nelsinho exerceu pelo PTB, mas tinha em André seu ‘padrinho’ político.

Eem 2003, Nelsinho ingressou no PMDB. Começou pavimentar sua candidatura para ser o candidato do partido a prefeito de Campo Grande, e foi eleito duas vezes seguidas. Em 2004 e 2008.

Na útlima quarta-feira durante entrevista ao programa Tribuna Livre da FM Capital , Puccinelli culpou Nelsinho pela derrota do partido nas eleições do ano passado. Ele andou pouco e teve município que sequer visitou’, disparou.
Hoje Nelsinho emitiu uma nota em seu Facebook respondendo as declarações do ex-padrinho. Em um trecho da nota, o ex-prefeito disse que “na vida é muito melhor ser traído, do que ser o traidor”.

Leia a nota:

Não me surpreendi com a declaração do ex-governador André Puccinelli colocando toda a culpa em mim pela derrota do PMDB (nosso partido) na última eleição. Não sou de tentar encontrar culpados das derrotas no decorrer da minha vida. Pelo contrário, procuro sempre enxergar onde se cometeram os erros para que as lições da derrota possam se tornar armas para as futuras vitórias. Realmente não visitei todos os 79 municípios de MS, mas fui pessoalmente em 68 e, na grande maioria das vezes, acompanhado apenas e tão somente do meu companheiro Francisco Pierette.

Participei de milhares de reuniões, e posso afirmar a todos vocês que, em muitas delas, mesmo estando ao meu lado, o ex-governador André Puccinelli sequer mencionou o meu nome. O que faltou para mim foi ter a percepção de que estava totalmente abandonado, e que, aqueles que deveriam estar mais próximos e empenhados na vitória do partido PMDB, foram os primeiros a virarem as costas e a traírem. Traíram não só a mim, mas o PMDB. Mas quero aqui, ao fazer este desabafo, deixar uma mensagem a todos vocês: na vida é muito melhor ser traído, do que ser o traidor.

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