Negociação de Athayde para unir PPS e Rede pode provocar grande divisão entre socialistas

Athayde em reunião com a Rede ocorrida nesta terça-feira.
Athayde em reunião com a Rede ocorrida nesta terça-feira.

As negociações de aliança entre partidos para a eleição a prefeito de Campo Grande, já tem provocado divisões entre as legendas, com lideranças que vinham buscando e já contavam com um caminho, e outras, que chegaram depois ou que ‘cruzaram linhas’ e tentam levar a sigla para outro lado, praticamente diferente. Este é o mais recente caso, com o PPS, que deve resultar em divisão e briga entre os socialistas. De um lado, a vereadora Luíza Ribeiro e todos da base partidária e aliada do atual prefeito Alcides Bernal, do PP, que já contavam como fechada a continuidade e busca da reeleição do Progressista. Do outro, que entrou no cenário, a poucos dias, e se lançou como pré-candidato do PPS à prefeitura, Athayde Nery, que iniciou negociação e já até anunciou provável aliança com a Rede Sustentabilidade da Capital, como Página Brazil publicou ontem.

A posição cisão foi apontada na manhã desta quinta-feira (23), por Luíza Ribeiro, após ser indagada pela reportagem, se participou e como fica sua posição de destaque com Bernal ante a possível candidatura própria de seu partido e ainda mais das negociações, como a que ocorreu nesta terça-feira (21) entre direção do PPS e da REDE. Ontem, Athayde Nery, acompanhado de seu presidente municipal Ricardo Maia, e representantes da REDE, iniciaram o que pode ser o primeiro passo para o surgimento de uma aliança que, como considerada, ‘se consolidada lá na frente, poderá se tornar uma alternativa altamente viável para a disputa da sucessão municipal’. “Temos mais pontos em comum do que divergentes, o que deve culminar, lá na frente, com a consolidação da aliança entre nós”, afirma Athayde.

Para Luíza as posições e desejos dos filiados são sempre respeitadas, mas debatidas e encaminhadas por decisão coletiva, onde a maior parte do partido já havia apontado de não querer se aventurar sozinho no pleito eleitoral, como ocorreu nas últimas duas eleições, bem como avaliaram em manter posição adotada nos últimos anos para mudar as administrações da Capital e grupos que sempre a comandava. A vereadora ainda citou que grande parte dos socialistas pretendia manter a coerência ante a tudo que o PPS, em especifico ela que se expôs e ‘aparece’ na Câmara Municipal, defendeu com e pela gestão Bernal. “Temos agora uma pré-candidatura com Athayde, que ele colocou, mas estamos discutindo, pois chegou recentemente. Mas, tem uma maioria no partido que defendem a manutenção da defesa e participação no Projeto que estivemos nestes quatros anos. E queremos como já havia sido encaminhado, manter ou oficializar a aliança com o PP, em um protagonismo ainda maior na futura administração, desde já participando da chapa majoritária”, apontou Luíza.

luiza-ribeiro-vereadora2-800x596180535Luíza desaprova uma aliança que vem sendo construída para uma possível candidatura própria, até porque ‘não vê espaço de última hora para viabilizar um projeto’ e mais ainda em reposicionar ou voltar o partido a área mudada da Capital. “Já havíamos entendido que não é momento, como já foi feito, para se aventurar em um voo solo. Não adianta ir por ir. O Athayde força uma candidatura nossa ou dele, por projeto de um grupo, ou infelizmente digo porque uns poucos eram contra o PPS em estar hoje na prefeitura. Vejo ainda que reposicionar agora nesta altura, é aventura no escuro, e que com tendencia de estar ou ajudar os lados que estivemos combatendo, ao contrario e no embate de mudança politica e de conceito. Não faz sentido”, avaliou.

Sentidos

A vereadora, que hoje é um dos expoentes mais visível do PPS, comenta sobre os significados dos posicionamentos e que manterá o que vem executando. “O sentido é da coerência partidária, politica e de rumo. Há posições divergentes ou diferentes em qualquer lugar, por isso sempre há espaço para analises. Estamos analisando, mas espero ou defendo o que já vinha sendo encaminhado para mantermos a linha e não guinar de uma hora para outra, seguindo o que combatemos e não o que defendemos”, declarou Luíza.

A vereadora não participou da reunião desta terça-feira, entre parte do PPS, como frisou, e o partido da REDE. Ontem, as duas siglas elaboraram uma agenda conjunta que, a partir da próxima semana, vai servir para ajustar os discursos das duas legendas com vistas à formatação de um programa de governo conjunto e único visando à disputa eleitoral.
Os dois partidos definiram que, até o final deste mês, vão trabalhar para definir as linhas gerais de um programa que, mais adiante, poderá ser usado conjuntamente para fortalecer uma candidatura definida por consenso entre as duas partes.

O programa de governo único pretendido pelas duas partes terá como base o “Movimento Campo Grande de Todos Nós”, cujo texto acaba de ser finalizado pelo PPS e que deverá ter incluídas sugestões originadas da Rede.

Datas

A primeira reunião de trabalho das duas siglas visando o fechamento da aliança foi agendada para a próxima segunda-feira (27). A reunião será uma prévia de um segundo encontro já agendado para o dia 30 deste mês, quando então o programa de governo mútuo deverá ser apresentado à sociedade.

A aliança entre os dois partidos também é vista com otimismo pelos presidentes municipais do PPS e da Rede, Ricardo Maia e Ricardo Gomes, respectivamente. Ambos igualmente apontam os projetos em comum defendidos pelas duas siglas, para a Capital, como um fator decisivo para que a coligação se consolide.

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