“Se for necessário, paramos de novo, não estamos de braços cruzados”, diz presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo

Os trabalhadores do transporte coletivo realizaram uma paralisação na manhã desta quarta-feira (10), os motoristas iniciaram seu expediente de trabalho às 8h. O protesto causou transtorno aos usuários do transporte coletivo e faz parte do Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma Previdenciária que tramita em Brasília.

Demétrio Freitas, presidente do Sindicato (Foto: Silvio Mori)

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande, Demétrio Ferreira de Freitas (49), afirma que essa paralisação é um aviso e que os sindicalistas avaliarão a situação e se necessário farão outro protesto. “Nós vamos avaliar o movimento, e isso foi um recado que foi dado e se for necessário, a gente para de novo. Não estamos de braços cruzados e se por ventura precisar, a gente para de novo”.

Demétrio Freitas, conta ainda que adesão dos trabalhadores foi total, “a adesão foi de 100% todos os trabalhadores paralisaram hoje porque a reforma atinge todo mundo e com a gente não foi diferente”.

Representantes indígenas presentes no protesto (Foto: Silvio Mori)

O protesto aconteceu na sede da Viação São Francisco, na Avenida Tamandaré e contou também com a participação de representantes do movimento indígena. Um dos manifestantes que não quis se identificar afirmou que todos os cidadãos devem se unir contra a reforma. “Queremos fazer parte desse movimento nacional e estar contribuindo com isso. Nós fazemos a manifestação agora para que futuramente nossos filhos tenham uma previdência segura”.

Os ônibus da capital voltaram a circular às 8h, hoje estão agendadas várias manifestações por todo o Brasil.

Com apoio de Silvio Mori, repórter do Página Brazil

 

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