Não era eterno: Bernardinho deixa comando da seleção brasileira de vôlei, após duas décadas vitoriosa

O esporte do Brasil, no chamado “país do futebol”, tem no jogo pelas mãos, o Voleibol, suas mais contundentes vitorias e de maior soma de títulos mundiais, que não sozinhos, mais em suma, são ou marcam a trajetória de um brasileiro, Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, que anunciou o “fim de sua era”, na noite desta quarta-feira (11). Após mais de duas décadas a frente das seleções nacional, feminina (6 anos) e masculina (16 anos), ele que foi atleta do vólei nacional e após seu técnico, deixa o chamado comando do legado construído na modalidade e no esporte em geral, que consagrou o país no Volei e o deixa como o maior profissional multicampeão do mundo. Bernadinho tem na sua mais recente conquista, a segunda medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos, em casa na Rio 2016.

A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) foi quem fez o anuncio primeiramente, já oficializando a decisão do técnico e nomeando seu substituto, o ex-jogador da seleção Renan Dal Zotto, que fez parte da chamada “geração de prata”,  junto com outros atletas famosos como Montanaro, William, Bernard, Carlão, e, o próprio Bernardinho. Ele, que pode ficar para sempre, aqui e até mundialmente, como a pessoa técnica, que mais venceu e tem maior titulação, que vieram para o País da construção de um grande projeto esportivo, que preparou e frutificou excelentes atletas e todos profissionais da área, que ficaram sob seu comando, por todo este período, que nasceu, cresceu e deu todos os frutos até “ontem” ao Brasil.

Em especial, depois de 16 anos à frente da seleção masculina, o técnico Bernardinho, deixou o cargo ontem (11), mas não deve abandonar totalmente a carreira ou a função de ‘professor in comando’ do esporte, dentro da própria Confederação Brasileira de Vôlei. Segundo informou o diretor de seleção da CBV, Radamés Lattari, “Bernardinho agradeceu o convite para continuar como treinador, mas preferiu ter um tempo agora para se dedicar um pouco mais à família, às coisas dele. Mas, a CBV deixou aberto e ele quer e garantiu, que vai continuar colaborando da melhor forma que julgar com o trabalho do Renan, que foi escolhido pelo presidente Toroca (Walter Pitombo Laranjeiras) como novo treinador. Ele disse que não quer nomenclatura de cargos, mas se ainda assim, tiver que ter, pode ser dado qualquer nome a ele, dentro e fora da CBV”, anunciou Lattari.

Lattari ressaltou também ontem, que  o projeto vitorioso de seleções de Volei do Brasil, comandado ou até construído por Bernadinho, continuará seu caminho e sua missão de formar equipes e buscar o máximo de excelência e vitorias ao País. O diretor fez questão de assegurar que não haverá novas modificações nas seleções. “José Roberto continua técnico da seleção feminina brasileira de vôlei e Renan assume a seleção masculina a partir de hoje, com a missão de dar continuidade ao projeto construído e em geral vitorioso, que tem a marca de Bernadinho, mas é de grupo, da CBV, do Brasil”, disse.

Última conquista e medalha de Ouro na Olimpíada Rio 2016

Carreira

Bernardinho chegou ao comando da seleção masculina em maio de 2001, às vésperas da Liga Mundial daquele ano – da qual sairia campeão e abria o currículo com a primeiro título, que seguiram numerosos em praticamente todos os anos seguintes. Nos últimos anos, somou mais de 30 títulos como técnico da equipe masculina.

O inicio como técnico, foi na seleção feminina de vôlei, time com o qual conquistou duas medalhas olímpicas de bronze: em Atlanta em 1996 e em Sydney, em 2000.

Já as conquistas pelo masculino tem o destaque dos Podius Olímpicos, com dois ouros em 2004, em Atenas e 2016, no Rio de Janeiro. Além das duas pratas em 2008 e 2012. As estrelas vieram também com três títulos mundiais: 2002, 2006 e 2010, além de oito Ligas Mundiais.

Como técnico da seleção masculina, Bernardinho disputou todas as finais olímpicas e mundiais nos últimos 16 anos.

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