Mulheres terão 20% de vagas obrigatórias em empresas de segurança no MS

segurancaMato Grosso do Sul ganhou uma nova legislação, em que obrigará as empresas de segurança a reservar 20% de vagas para mulheres, em seu quadro de funcionários. Os empregadores terão ainda estes dois meses do ano para se adaptar e ir providenciando as mudanças, caso não tenham o número minimo estipulado, pois a lei produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2017, conforme texto aprovado na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) neste mês. O treinamento dado as vigilantes femininas é o mesmo treinamento ministrado aos masculinos. Veja abaixo, alguns itens da formação desses profissionais.

A exigência incidirá sobre as novas contratações e renovações de contratos, devendo constar expressamente nos editais de licitação para a contratação de empresas prestadoras de serviços de vigilância e segurança, qualquer que seja a modalidade adotada. Aplica-se a reserva, inclusive, nos casos de dispensa e/ou de inexigibilidade de licitação.

A lei que já entrou em vigor hoje, mas produzirá efeitos no próximo ano, foi publicada do Diário Oficial desta sexta-feira (14), sob número de 4.925/2016. De autoria do deputado Felipe Orro (PSDB), o então Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais, estabelecendo o percentual mínimo de 20% para contratação de profissionais do sexo feminino, pelas empresas prestadoras de serviços nas áreas de segurança e vigilância, bem como, nas que também fazem transportes de valores.

A Lei ressalta ainda que a norma vale, ainda mais, as empresas contratadas ou que vierem participar de contratos com órgãos e por entidades integrantes da Administração Pública Direta e Indireta dos Poderes do Estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com texto da Lei, caberá aos executores dos contratos a verificação do cumprimento da nova norma.

Atuação e formação

A atuação de mulheres no ramo de vigilância e segurança tem crescido ano após ano, devido a oferta de empregos que tem crescido nesta área ainda pouco explorada por mulheres. É essencial que as vigilantes femininas estejam presentes em locais que possuam público feminino, pois somente as vigilantes tem o poder de revistar as cidadãs, para que não se sintam violadas com a revista realizada pelo vigilante masculino. Locais como boates, mercados e shopping, costumam ter a presença de segurança feminina, pois estas são mais pacientes para lidar com situações adversas, além destes locais possuíram maior público feminino.

O treinamento dado as vigilantes femininas é o mesmo treinamento ministrado aos vigilantes masculinos, que incluem como principais disciplinas a defesa pessoal, o treinamento relacionado a ferramenta principal de trabalho que é o armamento, a munição e a habilidade no disparo de tiros. Como ainda, como os homens, elas passam por outras disciplinas importantes: como as noções de primeiros socorros, que auxiliam o cidadão em casos de emergência; o combate a incêndio, as noções de legislação e a postura durante o expediente, sendo a postura cobrada em dobro para as mulheres vigilantes, devido a reação das pessoas ao criticarem uma mulher atuando como vigilante.

A mulher é essencial em locais com presença feminina onde apenas estas podem fazer revistas. Mas, sua atuação pode se estender a escolas, condomínios, segurança pessoal, etc. Além das vigilantes efetuarem a revista em bolsas buscando objetos que possam ser cortantes, itens furtados ou algum tipo de droga ilícita que não deve permanecer no estabelecimento, como um bom exemplo das boates que realizam a revista no momento da entrada do evento.

Elas também possuem um maior raciocínio no momento emergencial de inibição do perigo, são mais alertas ao que acontece ao redor, com observação minuciosa, e preferem a imobilização de um indivíduo que se apresenta contraventor do que o disparo de sua arma.

Comando ??

Ainda é pequeno o número de mulheres que atua na supervisão de uma equipe de vigilantes, elaborando estratégias de emergência, distribuindo vigilantes pelo local ou alertando com relação aos protocolos de ação que devem ser realizados. Associações do ramos, dizem que isso ainda é devido aos cursos de extensão que devem ser concluídos.

 

 

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