‘Mulheres Sapiens Erectus’ estreia com sucesso fazendo público se divertir e refletir

Lúcio Borges

Século 18 na França em um dos momentos e personagens da peça (Foto: Lúcio Borges)

O Página Brazil noticiou na quarta-feira (30), que o grupo teatral de Campo Grande, Cia Aplausos, estrearia nesta sexta-feira, 1º de junho, uma nova peça mostrando o passado e futuro para falar de igualdade de gênero para as mulheres. A primeira apresentação ontem, foi de casa cheia com o público se divertindo com as peripécias de ‘Mulheres Sapiens Erectus’. A peça de 1h15 tem representação de duas cientistas, que constroem uma máquina do tempo para descobrir quando a mulher foi respeitada na sociedade. A dupla vivida pelas atrizes Kely Zerial e Thathy D’Meo, mostra parte da humanidade, em fatos históricos, as vezes claros/conhecidos ou não, pois há relatos de conhecimentos vago da maioria da plateia, mas que mesmo assim não fica sem o bom humor inserido na dramatização, como anunciado anteriormente pelo grupo.

Conforme a divulgação do grupo, a peça é recheada de humor, sendo uma nova montagem da Companhia em parceria com o diretor Breno Moroni, que também assina este texto, sendo o criador do original. O espetáculo será apresentado inicialmente, neste dois dias, ontem e neste sábado (2), às 20 horas, no Teatro Prosa, com entrada gratuita.

O público aprovou já mostrando ‘altas gargalhadas’, durante toda a apresentação, como na avaliação final do espetáculo. “Muito bom, ri muito e vi ou vemos um trabalho muito bom de artista de nossa cidade. Vemos um assunto que em geral é sempre debatido ou tentado a ser debatido na sociedade de hoje, mas que vem de sempre da existência das mulheres e humanidade. E como elas -as atrizes- conseguiram passar de forma dinâmica e que rapidez fazem para falar de tanto coisa, se trocar de roupa e nem conseguimos ver ou esperar tempo, muito ágeis. Belo Espetáculo”, apontou Claudia Ortiz, 35 anos, que não quis revelar profissão, como fois muitos outros comentários no corredor do teatro.

Cientistas chegam ao ano de 3018, mas descobrem o que pode ser a humanidade (foto: Lúcio Borges)

A ‘Mulheres Sapiens Erectus’ , tinha sido divulgada que pretende levar a reflexão de ‘Quando a mulher foi respeitada na história da humanidade?’ E tentando responder esta pergunta, é que as duas cientistas, Doutora X e Doutora Y, constroem a tal máquina do tempo. Assim, elas podem viajar a determinados períodos históricos para mostrar como a mulher era tratada, chegando até a ir ao futuro, com o intuito de saber se finalmente lá a mulher não precisará mais lutar por direitos iguais aos dos homens.

“O tempo é pouco para falarmos de um tema desse e de todo tempo da humanidade. Para quem sabe, ficou ‘faltando’ muita coisa. Mas elas, ainda sim, conseguiram passar muito e com bom humor inserido, quase o tempo todo, onde refletimos ou aprendemos e se diverte, ri batante. E isto é bom né, ainda mais nos tempos que estamos vivendo de muita gente discutindo por pouco coisa”, resumiu Adailton Ribeiro, 23 anos.

Serviço

O Teatro Prosa fica no Sesc Horto, localizado na rua Anhanduí, 200, Centro. Mais informações através do evento no Facebook pelo link: https://goo.gl/yjR1zv

O texto – autor homem?  Homem ??  Histórias

Foto: Geovanna Amaral -divulgação Cia Aplauso

A temática do texto é recorrente na vida das atrizes Kely Zerial (Doutora X) e Thathy D’Meo (Doutora Y), que participam de movimentos que lutam pela igualdade de gênero. “Eu pesquiso e já fiz eventos para destacar a produção da palhaçaria feminina, que tem poucas representantes tanto em nosso Estado, em outros estados existe um número bem expressivo já de coletivos e uma organização de palhaças em rede pelo país, e a Kely faz parte do movimento de mulheres negras. Este é um assunto que temos que tratar nos palcos também”, revela Thathy.

As duas já atuaram juntas em outros trabalhos e acreditam estar afinadas para falar do assunto no teatro. “Somos amigas há bastante tempo e começamos a trabalhar juntas há alguns anos, desde então não nos largamos mais, estamos em total sintonia. No palco uma apoia a outra, isso faz com que nosso trabalho de dupla, que é algo tradicional no mundo da palhaçaria, fique muito legal”, avalia Kely.

Foto: Geovanna Amaral

Na peça ainda há o personagem Doutor H Maiúsculo, que é representado por um manequim.

As atrizes ainda lembram, que além de trazer a reflexão sobre igualdade de gênero, a peça também é didática ou pode “ensinar” sobre acontecimentos e pessoas em diferentes datas da História. “Pois leva o espectador a conhecer períodos de nosso passado e mostra pessoas que tiveram relevância na história da humanidade”, apontam.

Curiosidade interna, que contribui com o público

Thathy, que também faz direção de teatro, fala que essa é a primeira vez que um diretor de fora da ‘Aplausos Cia Teatral’ irá conduzir uma peça do grupo, desde que foi criado há 18 anos. “Está sendo um momento de bastante aprendizado porque eu sempre dirigi nossas montagens, como dramaturga defendo que nossos trabalhos possuem uma dramaturgia criada a partir das pesquisas e interesse do grupo. Mas vemos nesse oportunidade uma troca de saberes, isso algo muito bom já que aumenta nosso repertório, além de trabalhar com alguém do gabarito dele”, reflete Thathy.

Breno tem mais de 40 anos como ator, já tendo feito inúmeros trabalhos para o circo, teatro, cinema e até integrou o elenco de novelas de sucesso da televisão, como A Viagem e Um Anjo Caiu do Céu. Também já dirigiu vários espetáculos pelo Brasil. Em Mato Grosso do Sul trabalhou nas montagens de “Quem Matou o Morto”, “Godgle”, “Os Corcundas”, entre outras.

Foto: Geovanna Amaral – divulgação Cia Aplauso

Ele escreveu o texto de “Mulheres Sapiens Erectus” em 2013, mas não é a primeira vez que trabalha com esse tema. “Já participei de diversos outros projetos com essa temática e pesquisei bastante para escrevê-lo, já que reproduzimos no palco eventos que aconteceram no passado. Como este texto ficou na gaveta por alguns anos ainda o atualizei junto com as duas atrizes”, afirma Breno.

Comentários