Mulheres puxam atos pelo país pela democracia e contra Bolsonaro

Lúcio Borges com Agência Brasil

O movimento social novamente mostra a cara e ‘ocupa’ várias cidades do país, com cidadãos que voltam a se reunir neste sábado (20), em ritmo de manifesto-eleitoral, empunhando os temas contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão. Os atos em geral, como no mês passado pleo #Elenão, é organizado por movimentos de mulheres e sociais de distintos segmentos, entre eles ‘Mulheres Unidas contra Bolsonaro’. Ao que se anunciou todas as Capitais teriam ações, como em Campo Grande-MS, que teria marcado dois protestos, que ao final se aglomerariam.

A ação em Mato Grosso do Sul, também teria organização para hoje, atividades nas outras três maores cidades do Estado: Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Já para o domingo (21) estão programadas manifestações em todo país contra o comunismo e o retorno do PT à presidência.

Em Campo Grande, Diversos movimentos se reúnem na tarde deste sábado (20) na Praça Cuiabá, no Bairro Amambai para uma passeata, seguida de eventos culturais na defesa da democracia e contra a perda de direitos. Apartidário, o evento surgiu a partir da junção dos grupos Mulheres pela Democracia, bloco Tá Dando Pinta e Slam Campão e iniciou a programação com uma passeata às 16h, saindo da praça seguindo até a Rua Antônio Maria Coelho e retornando ao ponto de concentração.

“Nós não estamos levando em conta sigla e sim o que está em risco. Acreditamos que todos esses movimento estão inseridos na mesma pauta que é a de um grito pela democracia”, comentou uma das organizadoras.

São Paulo

Em São Paulo, a manifestação lotou o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão chegou a extrapolar a área da praça e ocupou totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na região central da capital.

Em São Paulo, a manifestação lotou o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão chegou a extrapolar a área da praça e ocupou totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na região central da capital. Ao som de tambores, centenas de pessoas gritavam “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”, em referência ao candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro.

A articulação do ato na capital paulista é dos mesmos coletivos de mulheres que organizaram o protesto do último dia 29 no Largo da Batata, zona oeste paulistana, contra o candidato.

Faixas de diversas cores e tamanhos se posicionavam contra as declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros. Também podiam ser vistas bandeiras de centrais sindicais e partidos políticos em meio à multidão.

O protesto, que seguiu em direção à Praça da Sé, contou com público diverso: pais com filhos no colo, adolescentes, casais de idosos e artistas.

Para Fábia Carmen, uma das participantes da organização, que reúne cerca de 30 coletivos de mulheres, a mobilização foi fundamental para evitar que Bolsonaro obtivesse uma vitória já no primeiro turno da eleição: “Se a gente não tivesse lutado como a gente lutou, talvez não tivesse nem segundo turno”, enfatizou.

Rio de Janeiro

No Rio, os manifestantes se reuniram na Cinelândia. Com bandeiras de vários partidos de esquerda, jovens, idosos e crianças gritavam: ele não!

Durante toda a manifestação os participantes entoavam cantos como A nossa luta, é todo dia, somos mulheres na democracia; ou ainda Pisa ligeiro, quem não pode com as mulheres não atiça o formigueiro.

Na Candelária, os manifestantes homenagearam com uma dança o mestre Moa do Katendê, assassinado a facadas na noite do primeiro turno da eleição após declarar voto ao PT, em Salvador (BA).

Ana Carlina Costa, uma das organizadoras do movimento Mulheres Unidas contra Bolsonara, disse que a manifestação de hoje é a continuação da do último dia 29 de setembro, que levou, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas às ruas de todo o país.

“Foram mais de um milhão de pessoas, pra dizer porque a gente não aceita um governo do Bolsonaro, com um programa fascista e de ataque à classe trabalhadora do país”.

Da Candelária, os manifestantes seguiram em passeata até a Lapa.

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