Mulher se irrita com porta giratórtia do Banco do Brasil e tira a roupa

Uma mulher ficou seminua ao ser barrada na porta da agência do Banco do Brasil, no Centro de Aquidauana, na manhã desta terça-feira (18).

Mulher estava na agência para trocar um cheque (Foto: Reprodução / WhatsApp)
Mulher estava na agência para trocar um cheque (Foto: Reprodução / WhatsApp)

Zenilda DuartePaulino, 52 anos, disse que não conseguiu passar pelo detector de metais sem que o aparelho apitasse, mesmo retirando a maioria dos objetos e acessórios que levava na bolsa. Ela, que estava na agência para trocar um cheque, explica que chegou a despejar os materiais sobre o balcão, mas novamente foi impedida de entrar com a bolsa.

“Foi vergonhoso e humilhante, eu, uma mulher de 52 anos, que moro aqui e sou conhecida por todos, ter que expor o meu corpo desta maneira, ficando de calcinha e sutiã. Mas eu fiquei muito nervosa diante do tratamento ríspido dos seguranças, e essa foi a única atitude que consegui pensar em tomar na hora, tirar a roupa”, conta.

Segundo o site O Pantaneiro, Os seguranças ameaçaram chamar a polícia, mas a mulher não vestiu a roupa. Zenilda Duarte também reclamou que, ao trocar o cheque, ainda recebeu o valor correspondente ao troco de forma errada.

“Quando eu saí lá fora, comecei a chorar bastante, na hora nós nem pensamos em chamar um advogado”, relata. A Polícia Militar foi ao local, ajudou a mulher a se vestir e tentou tranquilizá-la. Ela explicou ter ficado com medo de deixar sua bolsa do lado de fora, por ser um horário com muito movimento e por não haver ninguém que pudesse cuidar.

Sem condições de pilotar sua moto Honda/Biz, ela foi levada por um PM para a Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, onde entrou em contato com a sua advogada. A ocorrência foi registrada no local.

Mulher disse que ficou fiquei muito nervosa diante do tratamento ríspido dos seguranças
Mulher disse que ficou fiquei muito nervosa diante do tratamento ríspido dos seguranças

A advogada de Zenilda Duarte, Letuza Becker Vieira, condena totalmente a forma como a sua cliente foi tratada na agência bancária.

“Vamos tomar as medidas judiciais cabíveis, pois este tipo de desmazelo do banco não pode ocorrer com o seu consumidor, isto é uma falta de respeito. Mesmo ela não sendo correntista, mas ela é uma consumidora e foi lá para trocar um cheque, portanto, é uma falta de respeito”, diz a advogada.

Letuza ressalta que o objetivo não é enriquecer às custas do banco, mas lutar para que esse tipo de situação não volte a acontecer. “Isto é a típica falha de prestação de serviços, falha no atendimento do banco”, acrescenta.

A Superintendência do Banco do Brasil já tomou conhecimento da situação e, dentro de poucas horas, irá se posicionar sobre o assunto.

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