Mulher planejou emboscada para matar e roubar Alceu Bueno

Da esquerda para a direita: Kátia, Elpídio e Josian. (Foto: Paulo Francis)

A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), apresentou na tarde desta quinta-feira(29), o trio responsável por matar o ex-vereador Alceu Bueno, no dia 20 de setembro deste ano, em Campo Grande. Conforme apontou a investigação, a vítima foi morta com vários golpes de martelo e tábua de carne na região da cabeça.

A dona de casa Kátia de Almeida Rocha, 24 anos, seu namorado, o autônomo Elpídio Cesar Macena do Amaral, 26, juntamente com o sobrinho de Elpídio, o pedreiro Josian Edson Cuando Macena, 21 anos, confessaram que planejaram e executaram o crime contra o ex-parlamentar.

De acordo com Delegado Titular do Garras, Edilson dos Santos, o crime foi motivado por uma crise de ciumes de Elpídio em relação Kátia e Alceu, seguido da intenção de roubar.
Segundo Edilson, a vítima teria sido atraído por Kátia Rocha, com quem mantinha um relacionamento, para a casa onde ela morava no bairro Jardim Seminário na noite do delito. No local, os outros dois, Elpídio Cesar Macena e seu sobrinho Josian Cuando Macena, os esperavam.

Os dois foram a uma lanchonete antes de irem para a casa, momento em que Kátia percebeu que Alceu estava com bastante dinheiro e avisou seus comparsas que ficaram de tocaia no imóvel

Quando os dois entraram no quarto, Josian, com um martelo, e Elpídio, com uma tábua de carne, deram diversos golpes na cabeça de Alceu Bueno, que agonizava bastante. Para terminar de matar a vítima os assassinos usaram a alça da bolsa de Kátia e estrangularam a vítima.

Após a morte, Kátia ajudou no transporte para jogar e queimar o corpo de Alceu, no Jardim Veraneio, próximo ao Parque dos Poderes.
Como na ocasião Alceu não portava grande quantidade, a intensão foi vender o veículo, uma Land Rover Freenlander 2 , na região de fronteira com o Paraguai. Entretanto, diante da repercussão do caso os receptadores teriam desistido da compra e para ocultar as provas do crime atearam fogo no veículo

O Delegado Edílson dos Santos descarta qualquer linha de investigação que são seja o roubo seguido de morte. (Foto: Paulo Francis)

“Não nenhuma outra linha que leve ao sentido de um crime de encomenda, até porque esse modo não caracteriza esse tipo de crime. Se fosse um crime de encomenda, esse carro teria sido incendiado junto ao corpo, e não teria saído daqui para ser incendiado em Ponta Porã”, alega o delegado.

Após o veículo ser localizado, em Ponta Porã , a polícia conseguiu a identificação dos suspeitos que compraram passagens de volta para a Capital no dia 22 de setembro.

Os telefones do casal passaram a ser monitorado o que comprovou conversas com Josian no dia do crime, e descobriram que estavam no local do crime na mesma hora.
Diante das evidências, a polícia pediu a prisão preventiva do trio e mandado de busca e apreensão domiciliar. Com as prisões foi possível interrogá-los formalmente acerca dos fatos, eles narraram com detalhes como ocorreu o crime.

O martelo utilizado no crime foi encontrado na casa de Kátia, já a tabua foi queimada junto ao corpo da vítima. (Foto Reprodução)

Durante a investigação, foi encontrado no quarto de Kátia um papelão embaixo do colchão de casal com manchas de sangue. O martelo utilizado no crime também foi apreendido na residência e a tábua foi queimado com a vítima.

O trio vai responder pelo crime de roubo seguido de morte e ocultação de cadáver.

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