MS teve oito presos por crimes eleitorais até momento, conforme TRE

Lúcio Borges

A eleição em Mato Grosso do Sul está tranquila, ao menos no que a Policia e Justiça já conseguiram ‘pegar’, quanto a crimes eleitoral. Neste domingo (7), o Estado teve oito pessoas presas por praticarem algo contra a lei que rege o processo de eleições. Segundo informações do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), os eleitores detidos, foram pegos espalhando santinhos, em boca de urna e por ingerir bebidas alcoólicas em público. As prisões aconteceram em seis cidades Sul-mato-grossense. Veja abaixo, que pelo Brasil, há um total divulgado de 194 prisões e 901 ocorrências eleitoral em geral.

Os casos de MS  foram na Capital, com duas pessoas que foram levadas para a sede da Polícia Federal nas primeiras horas de votação pelos crimes de boca de urna e também compra de voto. Detalhes sobre os casos não foram divulgados. Já em Bandeirantes, a 68 km da Capital, dois eleitores foram presos por boca de urna.

Em Bonito, a 300 km de Campo Grande, um eleitor foi preso por ingerir bebidas alcoólicas em público na manhã deste domingo. No Estado, o TRE determinou que a liberação só seria possível consumir bebidas alcoólicas em locais denominados restaurantes na hora do almoço, entre 11h30 e 14h30. A lei estabelece apenas que o eleitor não fique embriagado durante o dia de votação, para que a ordem pública seja mantida.

Em Coxim, a 253 km de Campo Grande, um cabo eleitoral foi preso por espalhar santinhos, perto de local de votação, ainda na madrugada deste domingo (7). A Polícia Civil, que fez o flagrante do eleitor, disse que ocorreu por volta das 4 horas, coma pessoas tentando fugir. Mas, ele foi levado para a delegacia, onde permanece detido nesta manhã. Ele estava espalhando santinhos na rua da Escola Estadual Padre Nunes, o maior colégio eleitoral da cidade.

Dois maiores municípios

Em Corumbá – cidade a 419 quilômetros de Campo Grande – uma pessoa foi presa por fazer propaganda irregular. No município de Três Lagoas, um adolescente foi encaminhado para a Delegacia da Infância e Juventude por ato infracional equivalente por boca de urna.

Pelo Brasil

A Polícia Federal (PF) informou que, até as 13h30 deste domingo, havia conduzido 134 eleitores para as superintendências da corporação pelo País, para prestarem esclarecimentos. Todas por terem sido encontrados em situações suspeitas de crimes eleitorais ou em flagrante. Os dados foram divulgados no Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições, em Brasília, onde há registro de eleitores levados pela PF em Alagoas, Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul e Pará. Segundo a PF, até o momento, foram registrados 901 ocorrências eleitorais pelo país.

Ainda de acordo com a PF, os crimes mais identificados pela Federal, até o momento, foram o transporte ilegal de eleitores e a compra de votos. Também foram flagrados casos de boca de urna.

Número maior –  Nas contas de outro setor, do Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria Nacional de Segurança Pública, até as 14h, haviam ocorrido 194 prisões por suspeita de crime eleitoral e 901 ocorrências.

Proibições

É proibido distribuir santinhos na seção eleitoral, mas é permitido o uso de peças de vestuário, acessórios (bonés, fitas, broches, bandanas), bem como o porte de bandeira. A manifestação do eleitor nos locais de votação deve ser “individual e silenciosa”, diz a lei.

É proibido levar telefone celular ou câmera fotográfica para a cabine de votação.

Neste domingo, são proibidos comícios e carreatas, propaganda de boca de urna e uso de alto-falantes e amplificadores de som. E, até o término do horário de votação, são proibidas aglomerações de pessoas com roupa padronizada e propaganda, com ou sem uso de veículos.

Tanto a compra como a venda de votos são crimes eleitorais, puníveis por até 4 anos e pagamento de multa. Além disso, o candidato pode ter o registro ou o diploma cassados.

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