MS tem queda, mas já ‘registrou’ cerca de 750 estupros em 2018

Lúcio Borges

A Lei Maria da Penha completa 12 anos nesta terça-feira (7), mas ainda em meio a várias ou muitas notícias por todo País, de crimes cometidos contra mulheres, principalmente homicídios. Mato Grosso do Sul, não é diferente e até continua sendo um dos primeiros do Brasil, onde a violência em estupros, já chegou a cerca de 750 casos pelo Estado, seja com ato sexual moderado ou até no pior na conjunção carnal, mas sem qualquer consentimento. Os números são entre os sete primeiros meses de 2018, com dados de ocorrências registradas, que apontam até uma queda de quase 10% ante mesmo período do ano passado. Em 2017, de janeiro a julho foram 818 casos, e o ano todo fechou pelosos números oficiais com 30 feminicídios e 1.473 estupros

Contudo, os números podem não estar completos, pois nem todas as mulheres denunciam e ou mesmo a polícia não registra o fato como tal. Campo Grande, até pelo número de população, tem uma maior parte dos casos, onde foram 230 casos de estupros em 2018, conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). No ano passado foram 266 registros neste período do ano.

Neste ano, os meses que mais registraram casos de estupro foram: março, com 52 casos, fevereiro com 40 casos, e junho com 41 casos. No ano passado, o mês de março também foi o que mais teve casos, 52 registros em Campo Grande. Em maio do ano passado foram 51 casos, seguido por junho com 49.

Apesar de uma queda de 10% nos casos de estupro em Mato Grosso do Sul, a socióloga e também ativista feminista Natália Ziolkowski, diz que não há o que se comemorar com relação a essa queda, já que casos não chegam a ser registrados. “Quando se trabalha com dados oficiais, são mulheres que buscaram um órgão de segurança pública para fazer denúncias, mas existem subnotificações que nesses casos não são contabilizados”, relata e complementa que isso ocorre na maioria das vezes pelo fato da vítima sentir medo ou como serão vistas pela sociedade.

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