MS está com mais de 50% dos municípios em perigo para surto de doenças do Aedes aegypti

Lúcio Borges

O Aedes Aegypti, mosquito transmissor da chikungunya, da dengue, do vírus da zica, da Síndrome de Guillian-Barré e também da febre amarela urbana.

O Ministério da Saúde colocou Mato Grosso do Sul com 52% de seus municípios em alerta alta para surto de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30), em levantamentos que apontam que na linha amarela, de alerta, tem 38 cidades, entre elas Campo Grande, e, na classificação vermelha de alto risco, estão  outros cinco municípios. Assim, dos 79 municípios de MS, mais da metade tem alerta para surto de dengue, zika e chikungunya.

O número vem conforme o primeiro Liraa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) de 2019, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. Campo Grande está inserido na faixa em alerta, juntamente com outras 15 Capitais do Pais. No índice geral nacional, o MS está em segundo lugar com quase 700 casos por 100 mi habitantes.

Pelo último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, a Capital tem seis mortes confirmadas por dengue. No Estado, são 26 mil notificações. Em Mato Grosso do Sul, foram considerados na linha de alerta vermelho os municípios de Antônio João, Cassilândia, Jaraguari, Paranaíba e Terenos. Na linha verde (satisfatório), constam 36 municípios.

Na análise geral, destacam-se Tocantins (799,2 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (697,9 casos/100 mil hab.), Goiás (630,8 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (585,3 casos/ 100 mil hab.) e Acre (514,6 casos/100 mil hab.)

Pelo Brasil

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Wanderson Kleber, ressalta que o resultado mostra que é preciso fortalecer ainda mais as ações de combate ao mosquito, pois já em todo o Brasil, há 994 municípios em estado critico. “Isto já se soma 20% do total realizado de municípios, que apresentaram alto índice de infestação, com risco iminente de surto para as doenças dengue, zika e chikungunya”, apontou.

Ao todo, 5.214 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas doenças, sendo 4.958 (95,1%) por levantamento de infestação (LIRAa/LIA). Os dados foram coletados no período de janeiro a março deste ano.

“O resultado do LIRAa confirma o aumento da incidência de casos de dengue em todo o país que subiu 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma o secretário.

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