MS é 3º em incidência de dengue no Brasil

Lúcio Borges

O Aedes Aegypti, mosquito transmissor da chikungunya, da dengue, do vírus da zica, da Síndrome de Guillian-Barré e também da febre amarela urbana.

As noticias já estavam dizendo e nesta segunda-feira (25), os dados ratificaram a grande incidências e possível epidemia da Dengue que Mato Grosso do Sul. O Estado, entre os demais do País, está em terceiro em caso de incidência da doença no Brasil, sendo já classificado como “cenário epidêmico”. A realidade foi repassada pelo coordenador do Departamento de Dengue do Ministério da Saúde, que também apontou a classificação, citada hoje, em entrevista coletiva em divulgação dos dados do Ministério. O Brasil registrou 229.064 casos de dengue apenas nas 11 primeiras semanas deste ano.

O número significa um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil casos. A incidência da dengue no país até 16 e março é de 109,9 casos por 100 mil habitantes. As mortes provocadas pela doença acusaram aumento de 67%, passando de 37 para 62 – a maioria no estado de São Paulo, com 31 óbitos, informou o ministério. O número representa 50% do total de todo o país.

A classificação dos primeiros Estados é a seguinte, onde alguns estados têm situação mais preocupante, com incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes. O 1º é Tocantins com 602,9 casos/100 mil habitantes e 2º vem o Acre, com 422,8 casos/100 mil habitantes. MS vem com 368,1 casos/100 mil habitantes e após na 4ª colocação Goiás (355,4 casos/100 mil habitantes), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil habitantes), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil habitantes) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil habitantes).

Os pior é que o MS, já está ainda pior, pois os números registrados pelo governo federal ainda não foram atualizados e, por isso, o ranking ainda pode ser mais desfavorável ao Mato Grosso do Sul. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até dia 21 de março, foram notificados 14.060 casos de dengue em MS. Pela tabela atual divulgada pelo ministério, já defasada, MS está com 10.116 notificações de dengue, o que representa 368,1 casos/100 mil habitantes; ficado na terceira posição no ranking nacional.

Número batendo os 1000%

Ainda com base nos dados do MS, o número de casos de dengue, contabilizados em 10.116, aumentou 912,6% este ano, se comparado até a 11ª semana de 2018, quando foram registrados 999 casos da doença.

Os casos primeiros, foram registrados em Três Lagoas, depois avançaram para região central, concentrando-se na Capital e existe agora ocorrência relevante na região de Dourados”, explicou Said.

O pior está entre duas pessoas que morreram na Capital em decorrência da doença, sendo idosos de 72 e 78 anos.

Ainda epidemia

Apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é classificada pelo governo federal como epidemia. O último cenário de epidemia identificado no país, em 2016, segundo o Ministério da  Saúde, teve 857.344 casos da doença entre janeiro e março.

“É preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti [mosquito transmissor da doença] para que o número de casos de dengue não continue avançando no país”, destacou o ministério.

Regiões

Ainda de acordo com os dados do ministério, o Sudeste apresenta o maior número de casos prováveis (149.804 casos ou 65,4 %) em relação ao total do país, seguido pelas regiões Centro-Oeste (40.336 casos ou 17,6 %); Norte (15.183 casos ou 6,6 %); Nordeste (17.137 casos ou 7,5 %); e Sul (6.604 casos ou 2,9 %).

O Centro-Oeste e o Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência de dengue, com 250,8 casos/100 mil habitantes e 170,8 casos/100 mil habitantes, respectivamente.

Zika

Até 2 de março deste ano, houve ainda 2.062 casos de zika, com incidência de 1 caso/100 mil habitantes. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 1.908 casos prováveis.

Entre os estados com maior número de casos estão Tocantins (47 casos/100 mil habitantes) e Acre (9,5 casos/100 mil habitantes). Ainda não foram registrados óbitos por zika no Brasil.

Chikungunya

Até 16 de março de 2019, foram identificados 12.942 casos de chikungunya no Brasil, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil habitantes. Em 2018, foram 23.484 casos – uma redução de 44%.

As maiores incidências ocorreram no Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil habitantes), Tocantins (22,5 casos/100 mil habitantes), Pará (18,9 casos/100 mil habitantes) e Acre (8,6 casos/100 mil habitantes).

Em 2019, ainda não foram confirmados óbitos pela doença. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.

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