MS amplia o número de empresas conveniadas com trabalho prisional

Nos últimos cinco anos, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) ampliou em mais de 37% o total de empresas conveniadas para utilizar a mão de obra prisional. Prevista na Lei de Execução Penal (LEP) como um direito da pessoa presa, a ocupação laboral dos detentos tem reflexo direto na reinserção social.

Construção civil, confecção de vestuário, produção industrial de couros, frigoríficos, embalagem de papelão, costura de bolas, produção de refeições, serviços gerais, entre outras frentes de trabalho, são atividades realizadas através de parceria com 158 instituições públicas e privadas.

Em Mato Grosso do Sul, mais de 5,8 mil presos desempenham atividades laborais, de acordo com a Divisão de Trabalho da Agepen, correspondendo a mais de 37% da massa carcerária, índice que supera a média nacional. Dentre os presos que trabalham, mais de 75% são do regime semiaberto, aberto ou do livramento condicional, e 25% cumprem pena no regime fechado.

Para o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, inserir os internos em atividades laborais é de suma importância para o processo de ressocialização e, consequentemente, para reduzir os índices de reincidência criminal. Conforme Stropa, apesar de, em nível de Brasil, o estado estar entre os que possuem os melhores percentuais de reeducandos trabalhando, a meta é conseguir melhorar os indicadores.

“Apostamos na educação associada ao trabalho como forma de dar uma chance de recomeço a essas pessoas, e também buscamos junto ao empresariado essa conscientização de oportunizar que o interno tenha uma ocupação produtiva”, finaliza.

 

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