MPE pede prisão de ex-deputado Ary Rigo e mais nove pessoas

Da Redação

Ex-deputado Ary Rigo

O MPE (Ministério Público Estadual) pediu a prisão preventiva do ex-deputado Ary Rigo, do ex-diretor do Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito), Gerson Claro Dino, e mais oito pessoas investigadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Antivírus.

De acordo com o MPE, todos são suspeitos de participação em organização criminosa,  associação para o tráfico de drogas e atentado contra a segurança do transporte aéreo.   Jonas Schimidt das Neves, Suely Aparecida Carrilhos de Almoas Ferreira, José do Patrocinio Filho, Fernando Roger Daga, Luiz Alberto Oliveira Azevedo, José Sérgio De Paiva Junior, Parajara Moraes Alves Junior, e Claudinei Martins Rômulo, também tiveram as prisões solicitadas por promotores do MPE.

“Os crimes praticados pelos denunciados, elencados aqui os que mais agiram e agem frente aos poderes constituídos e burla aos sistemas de controle do erário, seja por seus cargos e/ou por suas colocações nas empresas de forte poder econômico e promíscua relação com os detentores de poder político, estão a cada diz a conspurcar o pouco de esperança que existe na população sul-mato-grossense, que não aguenta mais tanto desvio de dinheiro divulgado e ainda sem reposta efetiva por parte do sistema de justiça”, argumenta o MPE.

A investigação apura a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com investigação que teve início em 2015, e mira fraudes envolvendo servidores do TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) e do governo, para beneficiar empresas de tecnologia e informática.

“As linhas de contatos e constante troca de interesse e favores, alicerçados em contatos com pessoas vulgarmente denominadas ‘poderosas’ do cenário político sul-mato-grossense, conforme está extensamente retratado nos variados trechos de ligações telefônicas lançados no corpo da denúncia, demonstram cabalmente que os denunciados/requeridos aqui identificados se voltam a alteração do estados de coisas e poderão comprometer a instrução penal, nas linhas que a legislação processual penal preconiza”, enfatiza o MPE.

Na operação, deflagrada em 31 de agosto, cerca de R$ 95 mil foram apreendidos em posse de um dos investigados presos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes e celulares.

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