MPE confirma ‘ato de corrupção’ para prender vereadores em Dourados

Lúcio Borges

Os vereadores do município de Dourados Pedro Pepa (DEM), Pastor Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB), foram presos na tarde desta quarta-feira (5), como o Pagina Brazil noticiou, mas os motivos foram ratificados hoje, os envolvendo em ‘ato de corrupção’ em licitações e propinas na Casa de Leis. Eles são apontados como autores de irregularidades na gestão de Machado há cerca de quatro anos, em então Legislatura passada. O MPE-MS (Ministério Público Estadual) investigou e ontem lançou a ‘Operação Cifra Negra’, em conjunto / auxilio de duas viaturas da Polícia Civil que foram, ontem, a sede da Câmara Municipal, onde pegaram dois dos três parlamentares.

O trio, que foi reeleito em 2016, bem como também o ex-funcionário da Câmara Amilton Salina e o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), primeiro-secretário no período em que Machado presidiu o Legislativo, foram levados a 1ª Delegacia de Polícia, onde tiveram lavrado a prisão preventiva (sem prazo) expedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal Luiz Alberto de Moura Filho. Todos, acusados de corrupção, passaram a noite na delegacia e todos foram no fim da manhã de hoje, transferidos para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Cinco pessoas também foram presas em Campo Grande, mas ainda não há informação sobre a identidade delas.

A ‘Operação Cifra Negra’ investiga fraude em licitação e pagamento de propinas a servidores públicos e membros da mesa diretora da Câmara.  Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a ação de ontem é desdobramento das operações Telhado de Vidro e Argonautas, que investigaram crimes de fraude em licitação e corrupção ativa na Câmara de Dourados em 2013 e 2014.

A investigação aponta que as mesmas empresas se apresentavam em concorrências e agiam em conjunto. Algumas delas só existiam no papel. O objetivo era simular uma disputa de propostas. “Sem a devida a concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes”, diz o MP.

Eleição – atos poderiam voltar

O MPE-MS, não detalhou se os atos cessaram após os mesmos saíram do comando da Casa de Leis, nos últimos dois, três anos. Mas, o então apontado esquema até poderia retornar nas mãos de dois dos presos, pois Pedro Pepa é candidato a presidente da Câmara na eleição estava marcada e ainda foi mantida para esta sexta-feira (7) às 14h. Cirilo Ramão é candidato a segundo-secretário na mesma chapa.

Nesta manhã, a atual presidente da Casa Daniela Hall (PSD) informou que a eleição está mantida, mesmo com dois candidatos presos.

Trio aumentou prisão que já tinha uma vereadora

A Câmara douradense, revive tempos há dez anos, onde praticamente todos os membros forma presos e perderam mandatos, em escândalos de “mensalão” com o então prefeito Ari Artuzi, que também perdeu cargo. As prisões de ontem tem menos, mas já somam quatro dos 19 vereadores de Dourados, que estão atrás das grades.

A ex-secretária de Educação e vereadora Denize Portolann (PR) está presa desde 31 de outubro deste ano, acusada de integrar esquema de corrupção envolvendo licitações na prefeitura. Ela foi presa na Operação Pregão e atualmente está recolhida em uma cela do presídio feminino de Rio Brilhante.

Também foram presos com ela o então secretário de Fazenda João Fava Neto, o então diretor de licitação Anilton Garcia de Souza e o empresário Messias José da Silva, prestador de serviço de limpeza para a prefeitura.

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