Mostra de Cinema Italiano começa na próxima segunda-feira, no MIS

Foto Divulgação
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O Museu da Imagem e do Som da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul realiza a partir de hoje (21), a 25 de novembro mais uma edição do CineMIS com a Mostra Cinema Italiano, que exibe sempre às 19 horas filmes com entrada franca.

A Mostra apresenta clássicos de grandes diretores italianos, como “A Estrada da Vida”, de Federico Fellini, “Feios, sujos e malvados” de Ettore Scola, “Robopag – Relações Humanas”, com direção de Jean-Luc Godard e Pier Paolo Pasolini e “A Morte”, com direção de Bernardo Bertolucci. E também um filme moderno, “Ágata e a tempestade”, comédia romântica de 2004, dirigida por Silvio Soldini. “A mostra alterna drama e humor como é característico do cinema italiano”, comentou o curador Pietro Luigi.

Com essa agenda, o Museu da Imagem e do Som vem cumprindo sua função social de democratizar o acesso às produções audiovisuais do país e do mundo, além de promover o debate e a reflexão, no sentido de contribuir com a formação e a difusão de conhecimento e cultura no Estado.

Confira a sinopse dos filmes:

21/11 – segunda-feira
filme-a-estrada-da-vidaA Estrada da Vida.
Direção: Federico Fellini. Drama. 1h45. Gelsomina (Giulietta Masina) é vendida pela mãe para o brutamonte Zampanò (Anthony Quinn), estrela de um número em que arrebenta correntes amarradas em seu corpo. A jovem auxilia Zampanò e passa a também ser apresentar como palhaça, seguindo o estilo de Chaplin. A garota é constantemente maltratada pelo homem, que ainda a agride sempre que tenta fugir. Quando os dois se juntam a um circo, Gelsomina fica encantada com Bobo (Richard Basehart), provocando ciúmes em Zampanò.

22/11 – terça-feira
filme-agata-e-a-tempestadeÁgata e a tempestade.
Direção: Silvio Soldini. Comédia Romântica. Itália, 2004. 118 min.
Um clima surreal percorre a vida de Ágata (Licia Maglietta), dona de livraria em Gênova que indica livros aos clientes como se fossem remédios. Possuidora de uma intensa energia, literalmente, ela é capaz de provocar curtos-circuitos e queimar lâmpadas. Ela namora Nico (Claudio Santamaria), 13 anos mais jovem, e também o irmão gêmeo dele, o que provoca algumas confusões. O clima de perplexidade se completa quando Ágata descobre que Gustavo (Emilio Solfrizzi), que sempre pensou ser seu irmão, na verdade, é irmão de outra pessoa. Neste clima de ambiguidade e redescobertas, Ágata põe à prova seus conceitos e sua atitude diante da vida.

23/11 – quarta-feira
Feios, sujos e malvados.
Direção: Ettore Scola. Comédia Dramática. Itália, 1976.1h55. Roma, Itália. Giacinto Mazzatella (Nino Manfredi) vive em um barraco com sua esposa, dez filhos e diversos outros parentes. Devido ao pouco espaço disponível, eles dormem praticamente um ao lado do outro. Giacinto guarda uma boa quantia em dinheiro, mas, temendo ser roubado, sempre o mantém escondido. Isto irrita sua família, que não pode usá-la para melhorar um pouco de vida. A situação chega ao limite quando Giacinto leva para casa sua amante, o que faz com que a família passe a planejar seu assassinato que faz com que a família passe a planejar seu assassinato.

24/11 – quinta-feira
filme-rogopagRogopag – Relações Humanas.
Direção: Jean-Luc Godard, Pier Paolo Pasolini. Comédia dramática. Itália, 1963.2h02. O filme é composto da reunião de quarto curtas-metragens de grandes cineastas: “Pureza”, de Roberto Rossellini, mostra as aventuras de uma jovem aeromoça comprometida na fuga ao assédio de um executivo americano; “O Mundo Novo”, de Jean-Luc Godard, é um romance futurista em que a separação de um casal coincide com o Holocausto nuclear; “A Ricota”, de Pier-Paolo Pasolini, mostra um cineasta (Orson Welles) que realiza, na periferia de Roma, um filme sobre a Paixão de Cristo e “O Frango Caseiro”, de Ugo Gregoretti, uma jovem família que, influenciada por um anúncio, parte para o campo comprar uma casa nova.

25/11 – sexta-feira
filme-a-morteA Morte.
Direção: Bernardo Bertolucci. Drama. Itália, 1962. 88 min. À margem do rio Tibre, na periferia de Roma, é encontrado um corpo de uma prostituta assassinada. A polícia faz vários interrogatórios com uma série de suspeitos para tentar desvendar o caso. O policial, cujo rosto não aparece, sabe que cada um deles passara pelo parque Paolino, o último lugar que a prostituta se encontrava com vida. Cada um conta como foi seu dia até chegar ao parque na noite do assassinato. Primeiro um assaltante relata a sua história, depois um ex-condenado, um soldado, o homem dos chinelos de madeira e Pipito, um jovem carente da periferia. As histórias acontecem em flashbacks e são intercaladas com a prostituta acordando no fim da tarde com um temporal. Todos os relatos são divididos em antes e depois do temporal, que serve para marcar o início da noite. No final, a polícia descobre que um homossexual foi testemunha do assassinato e essa testemunha reconhece o assassino e ele é preso.

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