Morre professor que foi transferido para Capital após diagnóstico de dengue hemorrágica

O coordenador das Escolas Pantaneiras Jucinei de Almeida, de 40 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (28), na Santa Casa de Campo Grande. Segundo a família, ele foi diagnosticado com dengue hemorrágica.

No último dia 19, o professor procurou o Hospital Funrural de Aquidauana com forte dor cabeça e vômito. Ele ficou internado no local até o dia 22, quando recebeu alta médica. Segundo uma amiga da família, Jucinei foi para casa passando mal. Nesta data, ainda com sintomas, mas acompanhados de desmaios, foi levado para o Hospital Regional do município, sendo internado de imediato na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O resultado dos exames saiu na sexta-feira (24) e segundo a amiga do professor, foi diagnosticado dengue hemorrágica. Na segunda (27) através de uma tomografia foi atestada hemorragia, sendo transferido às pressas para a Santa Casa da Capital.

Além de professor, Jucinei é coordenador das Escolas Pantaneiras
Além de professor, Jucinei é coordenador das Escolas Pantaneiras

Como havia um coagulo no cérebro, o hospital informou, por meio da assessoria de imprensa, que o professor sofreu um AVC (Aneurisma Vascular Cerebral). Nem a Santa Casa e nem o Hospital de Aquidauana confirmam o diagnóstico.

A amiga do coordenador, que terá o nome preservado, disse que está revoltada com o atendimento dado no Hospital Funrural. Segundo ela, Jucinei não poderia ter recebido alta, já que não passava bem. Ela também pontuou a existência de terrenos abandonados com mato alto e com lixos próximos a residência do professor, oferecendo risco de proliferação de mosquitos transmissores da dengue, febre chicungunya e leishmaniose.

O responsável pelo Funrural, Eulálio Abel Barbosa, disse que todos os procedimentos foram feitos, mas que não pode responder pelo médico que atendeu o paciente. O profissional está fora da cidade e deve retornar após o feriado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, quatro mortes por dengue já foram confirmadas neste ano no Estado: duas em Sonora, uma em Paranhos e outra em Corumbá. Uma quinta está sendo investigada em Aparecida do Taboado.

O último boletim revela que 38 cidades enfrentam situação de epidemia no Estado, com a incidência acima de 300 casos por 100 mil. No total, são 15,8 mil casos notificados.

Com Informações O Pantaneiro

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