Morre aos 70 anos o cineasta Héctor Babenco

Cineasta argentino radicado no Brasil foi vítima de uma parada cardíaca. Ele dirigiu ‘Pixote: A Lei do mais Fraco’ e ‘ Carandiru’

O cineasta argentino radicado no Brasil Hector Babenco morreu na noite desta quarta-feira, aos 70 anos, vítima de uma parada cardíaca, por volta das 23h. Ele havia sido internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para um procedimento cirúrgico e não resistiu. Ainda não há informações sobre velório ou enterro.

Cineasta Hector Babenco foi um dos maiores nomes do cinema nacional Foto: Reprodução TV Cultura
Cineasta Hector Babenco foi um dos maiores nomes do cinema nacional Foto: Reprodução TV Cultura

A obra de Babenco é uma das mais importantes do país. Em 1985, ele fez “O Beijo da Mulher-Aranha”, pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor diretor e rendeu prêmio de melhor ator para William Hurt.

Na categoria de seus filmes mais populares está “Pixote: A Lei do mais Fraco” (1981), que conta a história de um menino paulistano pobre q se apaixona por uma prostituta vivida por Marília Pêra.

“Carandiru” (2003) retratou o massacre no presídio paulistano que ganhou as páginas dos jornais foi seu maior sucesso.

Marília Pêra em 'Pixote', do diretor Hector Babenco, em 1980 Foto: Divulgação
Marília Pêra em ‘Pixote’, do diretor Hector Babenco, em 1980 Foto: Divulgação

Babenco já havia sofrido com câncer no sistema linfático e passado por sessões de quimioterapia. Isso foi o que o inspirou para o seu último filme: “Meu amigo Hindu” (2015), com Willem Dafoe, Maria Fernanda Cândido e Bárbara Paz.

O cineasta foi casado por cerca de cinco anos, entre idas e vindas, com a atriz Bárbara Paz. Em setembro de 2015, antes do término do relacionamento, ela chegou a comentar que gostaria de ter um filho com ele.

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