Moradores de rua e locais críticos são identificados pela PC na região central da Capital

Fotos: divulgação PC-MS

A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (11), a identificação de centenas de moradores de rua na região central de Campo Grande. A ação aconteceu por meio da Primeira Delegacia de Polícia, visando identificar/nomear e dar ‘cara’ a todos as pessoas que estão diretamente nas ruas ou circulam nas mesmas com frequência sem rumo. O trabalho, que era policial, tendo como objetivo a diminuição dos índices de furtos na área central, contou com o apoio do Centro POP (Centro de Referência Especializado à População em Situação de Rua) da prefeitura. Conforme, o resultado divulgado, foi alcançado 108 pessoas, que foram atendidas no 1º DP, sendo todas acompanhadas pela assistência social. O trabalho também, além das pessoas, mapeou os locas críticos de concentração e abandono na região.

Conforme a PC-MS, a ação foi desenvolvida como forma de atuar ou ter uma política de Segurança Pública para tentar barrar a movimentação irregular e de muitos crimes na região, bem como da luz social ao próprio ‘problema’ das pessoas e da cidade. “O objetivo é a diminuição dos índices de furtos brigas e vias de fatos na área central, o qual aumentou gradativamente em virtude do número elevado de moradores de rua e usuários de entorpecentes. Mas, também, oferecer o acolhimento e encaminhamento para as pessoas em estado de vulnerabilidade, tais como: tratamento de saúde, abrigo e identificação pessoal, assim como desenvolver ações contra o tráfico de drogas”, explica o delegado titular do 1º DP, Mário Donizete Ferraz de Queiroz.

A ação obteve entre o total de atingidos, outros resultados além de identificar cada cidadão, que nem esta cidadania estava tendo na vida. “Ao todo, 108 pessoas foram atendidas na Delegacia de Polícia, sendo todas acompanhadas pela assistência social, onde foram oferecidas a documentação pessoal para aqueles que não possuíam ou tinham dúvidas em relação ao mesmo. Além disso, nove pessoas aceitaram ser encaminhadas e abrigadas no Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante) e outras 10 pessoas pediram para retornarem aos seus Estados de origem”, mencionou o delegado.

Queiroz, mencionou ainda que durante a ação, foi realizado o levantamento de todos os imóveis abandonados, bem como, com o apoio da prefeitura, todos os proprietários foram notificados sobre o assunto. “Pois tais locais servem de moradia para usuários daquela região”, disse.

Números 

Conforme o Departamento de Polícia da Capital, foram 108 pessoas atendidas; 1 Termo Circunstanciado de Ocorrência realizado; 1 Mandado de Apreensão de Menor; 1 adolescente entregue à família; e 1 Flagrante lavrado por tráfico de drogas, onde foi apreendido 443 gramas da substância análoga à maconha.

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