Monumento é instalado em alusão ao antigo relógio da 14 de julho

A prefeitura de Campo Grande instalou nesta segunda-feira (10) um segundo monumento para relembrar o antigo “relógio da rua 14 de Julho”. A escultura, alusiva a estrutura histórica, é feita em perfis metálicos, sendo totalmente vazada, mas com detalhes que remetem ao relógio original.

A escultura foi instalada justamente onde ficava o relógio original, no cruzamento da rua 14 de julho com a avenida Afonso Pena, no centro da cidade.

Escultura feita de estruturas metálicas para relembrar antigo relógio foi instalada no cruzamento da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena — Foto: Denilson Secreta/Prefeitura Municipal de Campo Grande

Curiosamente, a escultura metálica está localizada a uma quadra de onde foi construído, por iniciativa do Rotary Clube, em 2000, o primeiro monumento em homenagem ao antigo relógio, uma réplica idêntica a original, em alvenaria e com cinco metros de altura.

Essa réplica está localizada no canteiro da avenida Afonso Pena, próximo ao cruzamento com a avenida Calógeras.

O antigo relógio da rua 14 de julho foi inaugurado em 1933, sendo considerado um monumento símbolo de progresso, ponto de referência de encontros políticos, desfiles cívicos, passeatas e manifestações culturais. A estrutura foi demolida em 1970 pela prefeitura devido ao aumento no fluxo de veículos na área central.

Segundo a prefeitura, a escultura instalada nesta segunda-feira foi erguida exatamente no local do relógio original. Isso foi possível porque durante as escavações das obras de requalificação da Rua 14 de Julho, operários encontraram a base original do relógio.

1º Relógio Central de Campo Grande, derrubado em 1970 — Foto: Roberto Higa/ Arquivo Pessoal

Os arquitetos e urbanistas responsáveis pelo projeto de revitalização da rua 14 de julho, César da Silva Fernandes e Inácio Salvador, disseram que fizeram questão de inserir o monumento ao relógio na composição da obra.

“Quando estávamos projetando a nova 14 de julho, com as mudanças estruturais no sistema viário, pensamos na possibilidade de marcar o local de onde o relógio nunca deveria ter saído. Mas não se justificaria propor uma nova réplica, visto que o mesma já se encontrava reconstruída a uma quadra dali. Foi então que nos veio a ideia de projetar esta escultura, reproduzida em tamanho real, evidentemente sem o maquinário, e o mostrador propriamente dito”, comenta Fernandes.

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