Moka rebate tese de golpe e defende serenidade na análise do impeachment

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) criticou os que acusam os defensores do debate sobre o impeachment de “golpistas”. O posicionamento de Moka ocorreu nesta quinta-feira (3) durante pronunciamento no plenário do Senado.

Senador Waldemir Moka (Foto: Divulgação )
Senador Waldemir Moka (Foto: Divulgação )

Em contraposição ao argumento, o parlamentar peemedebista considerou a necessidade de que o processo de impeachment seja encarado de forma natural, necessária, e que sua análise aconteça serenamente.

“Eu sou dos que lutaram pela redemocratização, como militante do PMDB, partido ao qual sempre pertenci, e me sinto com autoridade para defender que o melhor é esperar o processo ser analisado e, mais na frente, fazer um julgamento sereno sobre ele”, defendeu Moka.

O posicionamento de Moka foi feito em aparte a pronunciamento da senadora Ana Amélia (PP-RS), que também se referia ao processo de impeachment aberto na Câmara dos Deputados, e lido nesta quinta-feira (3), no plenário daquela Casa.

Vários senadores se pronunciaram sobre o assunto, defendendo a continuidade da análise do processo de impeachment. Para que o rito tenha celeridade, eles defendem a supressão do período de recesso parlamentar, acelerando os prazos previstos.

O recesso parlamentar começa em 22 de dezembro e vai até 1º de fevereiro. “É fundamental que o Senado e a Câmara dos Deputados estejam funcionando plenamente para acompanhar o andamento do processo”, enfatizou Moka.

O recado é dirigido ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que também preside o Senado, para que o parlamento possa se autoconvocar a fim de atender a necessidade de funcionamento, em substituição ao recesso.

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