Mochi: ‘MS está à frente de outros Estados em meio à crise’

“Apesar de estarmos em um período que alia dificuldades da economia à uma crise política, institucional e de credibilidade sem precedentes na história do país, eu diria que Mato Grosso do Sul está à frente de todos os outros estados”, avalia o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e do PMDB no estado, deputado estadual Júnior Mochi, em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM e ao portal Página Brazil.

Foto Silvio Ferreira
Foto Silvio Ferreira

Para o peemedebista, a MS sofreu menos os impactos da crise “primeiro porque tivemos os grandes investimentos do país anunciados para MS, como a ampliação das fábricas de celuloses, das unidades de abate de aves e outros investimentos importantes, que fizeram que MS pudesse granjear para si, os investimentos da iniciativa privada, com a geração de emprego e renda, que fizeram com que nós pudéssemos amenizar um pouco os efeitos da crise econômica”, avaliou.

“Uma boa sofra, os preços das commodities, em função da alta do dólar, em um bom momento e isso irriga bem a nossa economia. Do ponto de vista econômico, embora MS tenha os reflexos desta crise nacional, alguns setores se sobressaem, o que contribui para que a nossa economia seja tão afetada”, acrescentou.

Mochi ainda fez uma análise positiva do primeiro ano do governo Reinaldo Azambuja (PSDB) e do diálogo e trabalhos do Executivo com o Legislativo estadual: “Um governo responsável, que tem tentado cumprir com suas obrigações. Nós não tivemos aporte de grande aporte de recursos públicos para investimento [da União], então o estado caminhou basicamente com suas próprias pernas, com a sua arrecadação; manteve o equilíbrio econômico-financeiro com conquistas importantes. Acho que a Assembleia Legislativa foi parceira do governo do estado neste período”.

PMDB nas eleições municipais 2016 – Em um contexto de crise política em que o país vive um processo de impeachment da presidente Dilma, de investigações envolvendo vários nomes de peso da política sul-mato-grossense; crise econômica (que restringe repasses de recursos para os municípios do Estado); de graves problemas ambientais pelo excesso de chuvas, principalmente na região Sul do Estado; e do risco de ocorrências de epidemias (dengue, chikungunya e zika vírus) em grande parte dos municípios do Estado, o presidente do PMDB em Mato Grosso do Sul defendeu a formação de lideranças que apresentem respostas efetivas à população:

“As eleições municipais são as mais importantes. É no município que a vida acontece, que o cidadão nasce, cresce, constitui família, gera e materializa seus sonhos. Por isso o PMDB está fazendo um trabalho de formação de suas lideranças através da Fundação Ulysses Guimarães para que elas – em especial as que concorrerão no processo eleitoral – estejam capacitadas não apenas para a campanha, mas para a gestão que elas terão pela frente. Temos um trabalho de mapeamento dos municípios, através de pesquisas de opinião pública, identificando as nossas lideranças e as condições para concorrer dentro do processo eleitoral, já estabelecendo diálogo com outros partidos que poderão compor com o PMDB. Esperamos que até abril nós possamos ter uma identificação clara de onde teremos candidatos concorrendo a prefeito, onde comporemos chapas, indicando vice ou faremos parte da administração”.

“Essas questões todas de crise e dificuldade ecoam no município. E as candidaturas têm que ter resposta à sociedade. As candidaturas têm que conhecer o orçamento municipal, as possibilidades do município para enfrentar os problemas da saúde, às epidemias, os problemas da saúde, infra-estrutura local, das estradas, das ruas, os problemas sociais, geração de emprego, renda, desenvolvimento como um todo. Os [futuros] prefeitos têm que conhecer com profundidade e saber quais são as competências do município tem para enfrentar e quais são aquelas em que ele depende de parcerias com o governo do estado e com a União. É assim que nós pretendemos concorrer em uma eleição bem mais curta, 45 dias apenas de campanha eleitoral, e os candidatos que tiverem propostas e respostas claras terão melhores condições de enfrentar o pleito e vencê-lo”, concluiu.

Silvio Ferreira

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