Mochi acredita que crise agrária só será atenuada com vontade do governo federal

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi (PMDB), classificou como “grave o problema das etnias indígenas e os produtores rurais vivido por Mato Grosso do Sul. Em função da inação por parte do governo federal. Esse conflito se acirrou.”

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Segundo Mochi, “por isso a Assembleia criou duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), sobre fatos diferentes, sobre o mesmo tema: a CPI que investiga a possíveis instigações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) [entidade ligada à Igreja Católica] nessas invasões ou retomadas, como quer que seja; e por outro lado, a CPI do Genocídio, que investiga as mortes, por ação ou omissão do Estado, de indígenas ocorridas nos últimos 15 anos em Mato Grosso do Sul. As duas CPIs acabam demonstrando de forma muito clara, que há uma discussão muito grave, muito séria em relação a essa questão em Mato Grosso do Sul.”

De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, “ao mesmo tempo, há todo um trabalho, um esforço junto ao governo federal, para que a gente consiga encaminhar uma solução para este conflito. E a solução, que todos temos conhecimento, é a que todos têm conhecimento, é a desapropriação, a indenização justa dos proprietários que tenham interesse na negociação.” Para o deputado, “grande parte dos proprietários que estão nas áreas – ditas indígenas – têm interesse na negociação, desde que haja uma indenização justa pela terra que eles adquiriram de forma legítima, têm o domínio por título emitido pelo próprio Estado.”

Mochi afirmou ainda que “o conflito está instalado e ao mesmo há uma comissão criando alternativas de encaminhamento. E a gente espera que com essa decisão do governo de eleger cinco áreas, um indicativo da vontade política do governo na resolução do conflito, a gente espera que isso vá atenuando esses problemas e a gente possa voltar a ter paz no campo, que é o que todos querem”, concluiu.

Silvio Ferreira

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