Ministro afirma que gestão pública está falida e é preciso novo modelo

A situação de Mato Grosso do Sul é muito melhor que a do Brasil. O estado goza de uma situação e de uma imagem muito melhor do que o resto do país.” A declaração é do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, durante palestra sobre governança na Fiems (Federação das Indústrias de MS),

Foto Silvo Ferreira
Foto Silvo Ferreira

“Existe uma convulsão em andamento no país. A guerra social já está em andamento. Nós temos que evitar isso, evitar que o povo se revolte e vá para as ruas depredar e saquear como tem ocorrido em praias do Rio de Janeiro. O estado brasileiro está em quebrando e não consegue mais controlar o tráfico nas favelas do Rio e de São Paulo. Dez estados brasileiros estão em condição pré-falimentar, sem dinheiro para pagar a folha de pagamento de servidores e aposentados”, destacando que é justamente a incompetência no âmbito da governança pública que tem levado o país a esse estado caótico.

Para Nardes a gestão pública está falida no país e precisa de um novo modelo, pois o atual está superado. Ele ressaltou que apenas com mudanças drásticas no controle e planejamento, pode melhorar o cenário.

O ministro lançou seu livro “Governança Pública – O desafio do Brasil”, e apresentou palestra sobre gestão pública. “Se a economia continuar assim, não teremos dinheiro para pagar os aposentados. Estamos indo para uma situação de caos”, disse. O ministro é relator do processo que culminou na rejeição pela corte fiscal das contas de 2014 da gestão da Presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

Nardes ressaltou que a saída seria uma governança pública eficiente, com geração de empregos e distribuição de renda, mas com mudanças em todo modelo atual. Segundo ele, hoje não existe cooperação entre estados, municípios e União, sendo que os dois primeiros são prejudicados pelo pacto federativo.

Também destacou que a sociedade não aguenta mais pagar impostos, sendo os gestores obrigados a fazer um planejamento adequado para gastar menos do que arrecada, além de enxugar os gastos e diminuir o tamanho da máquina pública. Ele citou como um dos grandes problemas a falta de recursos para investimentos e o déficit imenso na previdência social.

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