Ministério Público nega falhas e ocultação de provas da Coffe Break

O MPE (Ministério Público Estadual) de Mato Grosso do Sul se pronunciou nesta terça-feira (26) através do procurador Geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos e negou que tenha ocultado provas ou até mesmo ocorrido falhas do órgão nos processos de envolvidos na Operação Coffe Break, desencadeada em agosto de 2015 em Campo Grande.

Procurador Geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos
Procurador Geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos

A ação desencadeada mirava investigar possível esquema de compra de votos na Câmara da Capital para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP).

Na semana passada, advogado Renê Siufi, que representa três dos 24 citados pelo Ministério Público havia afirmado à imprensa da Capital que o órgão vinha ‘errando sempre’. Por conta disso, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini ordenou que a empresa Infra Experts a transcrição e digitalização das partes que faltam para que os 24 denunciados sejam novamente notificados e só então os 15 dias de prazo passem a contar novamente.

“O Ministério Público não ocultou provas e nem tem qualquer intenção de prejudicar a ampla defesa dos acusados, a qual somente se destina a tentar manipular a opinião popular e contaminar os destinos da ação penal”, diz parte do material publicado no site oficial do MPE.

O procurador também afirma que a juntada de provas colhidas foram destinadas ao departamento Judiciário Auxiliar do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e não ao órgão.

Falha

A suposta falha foi apontada pela defesa do empresário João Amorim, dono da Proteco Construções, por detectar ausência de trechos da Operação Adna, investigação que deu início à Coffee Break. Conforme o site Midiamax, muitos denunciados já presentaram argumentações e pediram rejeição da denúncia e poderão acrescentar informações às peças dentro desse novo prazo de 15 dias.

 

Comentários

comentários