Ministério Público denuncia 12 por organização criminosa e obstrução da justiça

O MPMS (Ministério Público Mato Grosso do Sul) denunciou nesta quarta-feira (9) a segunda denúncia criminal derivada da Operação Omertá, deflagrada no dia 27 de maio, quando 23 pessoas foram alvos de ações para desmascarar organização criminosa apontada como responsável por pelo menos oito mortes em uma década. Aproveitando processo que já corria na 3ª Vara Criminal de Campo Grande desde maio deste ano, contra três investigados na operação, quatro promotores acusam mais nove pessoas, entre elas os empresários Jamil Name, 80 anos, e Jamil Name Filho, 42 anos, de participação no grupo de extermínio e, ainda, de tentar obstruir as investigações.

Residencial onde foram presos os empresários. Reprodução

Na terça-feira (8) O MPMS já havia denunciado Jamil Name, e mais dois por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

De acordo com o documento, um carregador com 17 munições foi encontrado na casa de Jamil. Ainda de segundo a denúncia, no haras do empresário em Campo Grande, foi apreendido um revólver calibre 38 em posse do domador de cavalos, José Antonio de Araujo. No mesmo local, com o trabalhador rural, Adelino Louveira, os investigadores encontraram uma espingarda com 11 munições e outro revólver.

Já da denúncia de ontem, Jamil Name, Jamil Name Filho e mais nove por integrarem uma organização criminosa suspeita de execuções na Capital. Estão entre os denunciados os guardas- municipais Alcinei Arantes da Silva, e Rafael Carmo Peixoto, o militar reformado Andrison Correa e os policiais civis Márcio Cavalcanti conhecido como ‘Márcio Corno’, e Vladenilson Daniel Olmed, além de Elton Pedro de Almeida. O advogado Alexandre Gonçalves Franzoloso foi denunciado por obstrução da justiça. Ele teve a prisão revogada.

OBSTRUÇÃO
O Gaeco denunciou o segurança particular, Flávio Narciso Morais da Silva e os ex-guardas municipais, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski por obstrução de Justiça.

De acordo com a denúncia feita à 3º Vara Criminal de Campo grande, os três agiram para evitar que uma testemunha fosse à polícia.

O fato teria ocorrido em maio, logo após a apreensão de um arsenal em uma casa de Jamil Name, no Jardim Monte Líbano. No local estava com o então guarda municipal Marcelo Rios, já demitido da corporação.

A partir disso, segundo o Ministério Público, a esposa de Marcelo passou a ser seguida e até ameaçada de morte pelos suspeitos para evitar que ela fosse até a polícia.

O trio ainda teria prometido ajuda financeira à mulher enquanto o marido estivesse preso e exigia que ela se mudasse para uma casa pertencente ao grupo. Além disso, ela não poderia entrar em contato com familiares. Na época, a vítima denunciou a ameaça e os três foram presos. Soltos, voltaram à cadeia em julho e tiveram nova prisão decretada na Operação Omertá.

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