Militar do Exército é suspeito de participar de estupro coletivo contra deficientes

Um caso de estupro envolvendo um recruta do Exército Brasileiro de Três Lagoas está sendo investigado pela delegada Dra. Letícia Mobis da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O caso pode tomar maiores proporções pelo fato da investigação indicar que outras 10 pessoas também podem ter participado do crime que foi praticado de forma coletiva.

Delegacia de Proteção a Mulher conduz as investigações. (Foto:MinutoMS)
Delegacia de Proteção a Mulher conduz as investigações. (Foto:MinutoMS)

Conforme informações da conselheira tutelar Mirian Herrera, os abusos contra duas jovens de 14 e 15 anos, que são deficientes surdas-mudas, vinha ocorrendo há dois anos em uma residência no bairro Jupiá.

Segundo ainda a conselheira, no mesmo período, a menor de 14 anos estava sob a custódia da tia por já ter sofrido abusos sexuais que foram praticados – na época – pelo padrasto.

“Desde então, ao morar com a tia, ela começou a ser abusado pelo primo de 18 anos que aproveitava à ausência dos pais para praticar o ato. O recruta ainda estuprou a amiga da vítima que hoje têm 15 anos. Não descartamos a possibilidade de uma das vítimas ter sido abusado de forma coletiva, pelos amigos de farda do recruta”, explicou Miriam.

O EXÉRCITO

O caso já foi levado ao conhecimento do comando do Exército que irá aguardar as investigações da polícia judiciária para tomar as medidas legais internamente – se for o caso – contra o recruta, caso seja comprovado o crime.

RECONHECIMENTO

Mirian também revelou que dentro dos próximos dias, a menor de 14 anos irá fazer um reconhecimento dos outros autores através de fotos para que assim, possa identificar todos os envolvidos.

NA DELEGACIA PARA REGISTRAR O CASO

No último dia 26 de Junho deste ano, o Conselho Tutelar, uma psicóloga e um interprete, estiveram na 1º Delegacia de Polícia Civil para a realização da ocorrência. Na ocasião, um médico legista examinou as vítimas e constatou o estupro nas duas vítimas. O caso segue em segredo de Justiça e caso seja confirmada todas as informações, mandados de prisão poderão ser expedidos pela Justiça de Três Lagoas para penalizar os culpados.

VERSÃO DO PAI DO ACUSADO

Nossa reportagem foi procurada na manhã de hoje (03/07) pelo pai do rapaz de 18 anos, militar do exército brasileiro, que é acusado de abusar sexualmente de duas garotas surdas-mudas em Três Lagoas (MS). Para falar sobre uma matéria que acusa seu filho de abuso sexual veiculada em jornal impresso da cidade.

O pai do acusado disse que não procede as informações veiculadas no jornal impresso da cidade, publicado em 02 de julho deste ano, sendo que, em suas palavras, as informações são falsas, o que causou indignação dos vizinhos e deixou sua esposa em estado de grande aflição.

Na versão do pai do rapaz acusado de abuso sexual contra as garotas surdas-mudas, sendo uma sua sobrinha e a outra uma amiga dela. Tudo começou há três anos quando o Conselho Tutelar de Três Lagoas retirou a guarda da sobrinha da sua própria mãe, mediante a acusação de que a menina estaria sendo abusada sexualmente pelo seu padrasto.

O pai disse que o Conselho Tutelar iria conduzir a menina para o Poço de Jacó, mas, sua esposa ficou com pena da sobrinha e a levou para morar em sua casa. Segundo o pai, ele adequou a casa para receber com todo conforto e segurança a sobrinha de sua esposa, que requer cuidados especiais por ser muda e surda e, no próximo mês de setembro completa dois anos que a sobrinha vive em sua casa, tornando-se uma filha para eles, sem nenhum problema de convivência.

O pai relata que os problemas surgiram com as visitas de uma amiga da sobrinha em sua casa, amiga esta que também é surda e muda, e esta amiga da sobrinha é muito “pra frente” e sempre deu em cima de seu filho, chegando a dar presentes para o rapaz.

O pai relata ter aconselhado o filho sobre a amiga da sobrinha, mas o rapaz lhe disse que deu apenas alguns “amassos” na menina, pois ela o provocava muito, quanto a sua sobrinha, o filho garantiu que nunca teve nada com a prima, e acredita que as denúncias de abuso sexual contra as garotas foram inventadas após ele recusar o pedido de namoro que a amiga da prima lhe fez.

O pai do acusado afirma que sua mulher não possui a guarda da sobrinha, como o Conselho Tutelar relata na matéria veiculada no jornal e, segundo ele, a mãe da menina que inventou as acusações, já falou algumas vezes que sua filha não tem mais jeito, pois sabe que a filha não é “flor que se cheire”. O pai pergunta o porquê de somente agora a mãe da garota resolveu se manifestar na justiça? Se a sua filha relatou que os abusos foram no início do ano, sendo que, ela levou a filha para visitar sua sobrinha nos meses seguintes. “Como uma garota que é agredida volta ao lugar da agressão?” questionou o pai.

Segundo o pai do acusado, na noite da última quarta-feira (01/07), representantes do Conselho Tutelar e uma Assistente Social foram até sua casa às 22h 30m, pegaram sua esposa e sua sobrinha e as levaram até a Delegacia de Polícia Civil e lá, elas foram ouvidas com a presença de uma interprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), sendo que, na presença de sua esposa, todas as acusações foram negadas por sua sobrinha, mas com a retirada da sua esposa da sala, o depoimento foi totalmente contrário, ou seja, no depoimento sem a presença da tia, a sobrinha relatou que foi abusada por seu primo.

O pai disse que desconfia deste depoimento, pois a interprete de Libras tem algumas desavenças com sua esposa, pois há algum tempo ela manifesta interesse em adquirir a guarda da menina. O pai do acusado diz se sentir magoado, pois não foi procurado pelo órgão de imprensa que veiculou a matéria. “Não estou protegendo meu filho, pois se ele errar eu quero que seja punido, o que eu quero é justiça, o que eu quero é que antes de acusar em um jornal, que esse jornal tenha provas”, finalizou o pai.

Comentários

comentários