Militar do Exército confessa estupro e diz que menina de 11 anos mentiu idade

O soldado do Exército Luiz Antônio Rodrigues dos Santos confessou, segundo a polícia, estupro de uma menina de 11 anos em Campo Grande. O militar de 18 anos foi preso, nesta sexta-feira (8), no Comando Militar do Oeste (CMO).

O suspeito chega com o rosto coberto à Depca (Foto: G1 MS)
O suspeito chega com o rosto coberto à Depca (Foto: G1 MS)

Em depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o suspeito confessou que teve relação sexual com a criança e afirmou que ela mentiu dizendo que tinha 16 anos de idade. Ele está preso na Polícia do Exército.

De acordo com o delegado Paulo Sérgio Laureto, ele contou que no dia em que o caso aconteceu, saiu do quartel do CMO, onde trabalha no setor administrativo, e foi para a Orla Morena, onde comprou uma cerveja e sentou em um dos bancos.

“Ele disse que estava sentado quando a menina teria chegado e puxado assunto. Depois contou que ela pediu um sorvete e ele a levou em uma sorveteria”, relata o delegado.

Na sorveteria o acusado contou que a menina teria o agarrado. Interessado na garota, o militar chegou a cogitar levar a garota para a casa, mas desistiu pelo fato de ser casado. “Por isso ele contou que levou a criança para a casa de um amigo”, continua Lauretto.

O caso começou a ser investigado, em maio, a partir de um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de uma menina.

“Ela teria sido encontrada na rua por esse cidadão desconhecido, esse rapaz teria levado ela até esse imóvel, essa casa, onde havia várias pessoas fazendo uso de substância entorpecente. Ela até relata que existia uma arma de fogo no local”, afirmou o titular da Depca.

Na casa onde os adolescentes estavam, a polícia encontrou drogas e um revólver. Os jovens disseram à polícia que o militar usou um dos quartos para o encontro com a menina. Os dois negaram participação no estupro.

Durante a investigação, a menina fez exame de corpo delito e o médico-legista confirmou a violência sexual. A vítima disse que foi obrigada a usar droga e não lembra do que aconteceu.

O militar foi indiciado por estupro de vulnerável e a pena pode chegar a 15 anos de prisão.

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