Mesmo em crise, todos os partidos visam eleger de 3 a 6 vereadores para Câmara da Capital

Camara22A atual e recorrente crise política no Brasil, como em Campo Grande, com a crise politico-administrativa criada nos últimos quatro anos, não afasta ou até aumentou o impeto para as candidaturas nas eleições 2016, para prefeito e vereadores. Na Capital, como o Página Brazil já publicou, a disputa pelo Paço Municipal deve contar com 13 candidatos, dos grandes aos pequenos partidos. Pela concorrência a uma cadeira na Câmara municipal, as legendas projetam de 30 a 60 candidatos, com vagas sendo disputadas já internamente, tendo sobra de até vinte pretendentes. As siglas maiores ou mais conhecidas da Capital, como PSDB, PMDB e PT ou mesmo os chamados ‘nanicos’, visam eleger de três a seis parlamentares, de acordo com levantamento da reportagem, com direção partidária e vereadores com influência e experiência nas negociações que vem sendo realizadas.

Os dados levantados mostram muita ‘esperança’ e crença de uma ‘mudança’ geral, devido aos escândalos e problemas envolvendo os atuais membros do Legislativo, onde até pelo menos dois já dizem não entrar no pleito eleitoral. No entanto, resta saber qual calculo dará certo, com o eleitor apontando os escolhidos, pois pelos números faltará cadeira para a quantia pretendida por cada partido. Calculando entre o minimo de eleger três, pelo total de 13 chapas prefeitáveis, se soma 39 ‘eleitos’ ante os 29 cargos existentes. As maiores bancadas hoje, PSDB, PTB, PMDB e PT, ainda falam em reeleger, se não todos, a maioria dos seus parlamentares, mesmo diante do próprio momento que se pede ‘mudanças’.

A escolha dos candidatos entre os pré-nomes que já se colocaram a disposição, segundo as siglas, já se tornará uma ‘disputa’ ou inicia um imbróglio para ser resolvido. O PSDB, por exemplo, que hoje tem a maior bancada, com cinco vereadores, e quer eleger seis, já tem 80 pré-candidatos, por uma chapa que pretende ser só tucana, com 45 a 55 candidatos. “Vamos preparar os postulantes, que já marcamos 80 que se manifestaram, com formação política, durante todo mês de junho, e, todos sabem que haverá um filtro para termos o limite que Lei eleitoral permite, em até 55 vagas por chapa pura. Teremos que fazer seleção, que será ou apontará até a convenção, os melhores por segmentos. Queremos ter variedade e capacidades para contemplar a todos entre os selecionados a ir ser apresentado ao povo”, disse o presidente municipal Lívio Leite (PSDB), que também é vereador e buscará a reeleição, vindo de uma suplência.

O vereador Francisco José, o Saci, aponta que seu PTB, tem se reunido e também discutido chapa pura com 30 candidatos, entre já contando com 13 a mais na lista e priorizando os cinco atuais. “Estamos em reunião já de discussões e preparação para ter 30 petebista na disputa da Câmara. Já tem 43 pré-candidatos até onde foi apresentado em última reunião. Os cinco para reeleição terá garantia, mas temos que respeitar todo o partido e concorrentes, que se viabilizar melhor. As chances e o espaço são para todos e ou as mesmas”, comentou o vereador, que assumiu o cargo em 2015, e de suplente, buscará a reeleição para ter mandato completo como o titular.

Novidades e ampliar representatividade social

A única vereadora do PPS, membro direta da cúpula da sigla, Luíza Ribeiro, também revela que apesar de ‘pequeno’, os socialistas irão para as eleição proporcional (Legislativa) com muitos candidatos que devem completar um chapa também pura e bem segmentada. “Não tem nada fechado, mas estamos já programando 50 candidato em chapa completa, que está sendo qualificada desde o mês de fevereiro, para apresentarmos bons nomes ao eleitor. Queremos este total para eleger de 3 a 4 vereadores, em uma chapa mais ampla possível com todo os segmentos da sociedade para ir a disputar. Vamos apresentar e buscar a eleição de representantes dos trabalhadores, empresários, LGBT, profissionais liberais e outros com muita qualidade em sua área para entrar neste espaço politico”, apontou a parlamentar que vai buscar o segundo mandato.

O PMDB, que elegeu seis vereadores em 2012, acabará a legislatura com quatro, tendo um (Mario Cesar) que aponta não ir a reeleição. Mas, os eu pretenso candidato a prefeito, o deputado estadual Marcio Fernandes, aponta que a legenda tem três dezenas de candidatos novos. “Temos andado por Campo Grande, ouvindo a população e que tem surgido os representantes também. Temos 31 candidatos apontados de uma gurizada nova a compor as novidades para a Capital”, comentou.

A presidente municipal, Carla Stefaninni, aponta que não nada definido na chapa majoritária e nem na proporcional, estando o partido fazendo formação politica para até gerar bons candidatos para no minimo manter a atual bancada. “Até a escolha definitiva pode ser alterada, não vamos falar em quantidade, mas em qualidade, estamos em formação especifica para sermos candidatos. O partido que tem bancada expressiva, tem o desejo de no minimo manter as quatro vagas e de acordo com a eleição majoritária que dá o cenário para mais numero”, apontou a peemedebista que também é vereadora de primeiro mandato e buscará renová-lo.

O PT que perdeu uma vaga com a retirada de um de seus vereadores eleitos, hoje conta com dois, visando recuperar as três vagas e se possível ampliar para uma quarta. O petista que andam com problemas em nível nacional, aqui devem ou contam que terá uma boa renovação, pois dos dois membros, somente um, Aírton Araujo, buscará a reeleição de seu primeiro mandato. Já Alex do PT, em terceiro mandato, vem anunciando e pretende mduar de casa, disputa o cargo de prefeito. “Vamos como sempre fizemos lutar por nossas três vagas, que uma foi tirada injustamente, recuperá-la na urna então e ainda ampliar nossa bancada, que tivemos muitos suplentes, mas que pela coligação acabamos por dar chances a outro partido, que acabou com nossa vaga”, avaliou Alex, lembrando do caso da então vereadora Thais Helena, que foi envolvida em caso de compra de votos e foi cassada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Demais partidos

A Câmara da Capital, hoje ainda é composta por pequenos partidos, com uma ou duas vagas por legenda, como a Rede Sustentabilidade, que ganhou ano passado um parlamentar eleito pelo PTdoB. O partido que elegeu três, terminará o mandato sem representantes, onde perdeu este ano com a janela de troca partidária, os outros dois eleitos em 2012. Mas que pretende também disputar a eleição e recuperar vagas.

A Casa ainda tem PSB, DEM, PSC, PR e PP com um representante cada. O PRB, PSD e Solidariedade tem dois vereadores cada uma. Todos querem manter bancada e até ampliá-la.

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