Mesmo contra, Kemp afirma que participará ativamente de CPI do CIMI

Pedro Kemp, Deputado Estadual. (Foto: Paulo Francis)
Pedro Kemp, Deputado Estadual. (Foto: Paulo Francis)

 O deputado Estadual Pedro Kemp(PT) afirmou ao Página Brazil durante entrevista, na tarde desta segunda-feira(28), que se posicionou contrario a criação da CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) do CIMI, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Pedro Kemp alega que o requerimento apresentado pela deputada autora não apresenta um fato determinado a ser investigado, que é a condição necessária para a abertura de uma CPI. “O requerimento foi muito genérico, fazendo uma acusação ao CIMI e não apresentou o fato determinado, o que aconteceu, quando, como, onde e isso acaba realmente prejudicando os trabalhos da própria CPI, e não atende  questão legal constitucional para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito”, afirma.

O deputado aponta também que a criação da CPI não irá contribuir em nada para a solução dos conflitos agrários que estão acontecendo entre as comunidades indígenas e os produtores rurais. Ele acredita que o fato da CPI investigar o CIMI, na verdade há uma mudança do foco do problema, na tentativa de criminalizar e culpar a principal entidade de defesa do direito dos índios. “No meu entendimento essa CPI vai acirrar os ânimos, vai fazer uma disputa política ideológica e não vai contribuir para a busca de uma solução definitiva do problema”, explica.

Pedro Kemp afirma que a solução definitiva seria a demarcação das terras indígenas e a indenização dos proprietários rurais que detêm os títulos de boa fé sobre essas terras. “É uma questão que já estamos discutindo a muito tempo com o Governo Federal e Ministério da Justiça e acreditamos que somente com uma mesa de negociação, com as duas partes envolvidas,  discutindo, debatendo, é que nós vamos ter a paz no campo e a solução para esses conflitos”, ressalta.

Entretanto, mesmo sendo contrario a instauração da CPI, Kemp afirma que irá participar ativamente da mesma, cumprindo o seu papel de ouvir e indicar pessoas, fazer requerimentos, de modo que seja equilibrada e não extrapole seus objetivos e de fato possa elucidar os fatos que estão acontecendo no Estado em relação aos conflitos agrários.

Paulo Francis

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