Mesmo com renuncia de Evo Morales, fronteira entre Brasil e Bolívia segue fechada

A semana começa com a fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande, completando 20 dias fechada. Mesmo com a renúncia do presidente Evo Morales, que era o pedido dos manifestantes, a passagem de veículos entre os dois países continua impedida.

Bolivianos seguiram em carreata pelas principais ruas das cidades fronteiriças

Um caminhão atravessado em frente à aduana, entulhos e outros veículos impedem a passagem pelo posto fiscal. Somente é permitida a travessia a pé.

Por causa da manifestação de bolivianos, o comércio de Corumbá registra prejuízos. Segundo a Associação Comercial e Industrial do município, a perda é de R$ 300 mil diariamente. Além disso, 40 transportadoras internacionais estão sendo afetadas.

Protesto
Grupos de manifestantes na Bolívia estão se posicionando também contra o segundo colocado nas eleições presidenciais do país, Carlos Mesa. Esses manifestantes chegam a propor uma nova eleição em que seja proibida a participação dos dois candidatos mais votados. Os protestos por essa proposta se concentraram em La Paz e em Cochabamba.

Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia no domingo (10). — Foto: Enzo De Luca/Agencia Boliviana de Informacion via A

Os protestos começaram na madrugada do dia 23, alguns dias depois das eleições presidenciais bolivianas. O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia anunciou no último sábado (26) a reeleição de Evo Morales com apuração de 100% das urnas.

A eleição ocorreu no domingo (20). O processo teve uma polêmica, já que havia dois métodos de apuração: um deles, o preliminar, era mais rápido, enquanto o outro, voto a voto, transcorria mais lentamente.

Comentários