Mesmo com canais alternativos, clientes reclamam de falta de atendimento em bancos

(Foto: Paulo Francis)
Greve da rede bancaria causa diversos transtornos a população da Capital. (Foto: Paulo Francis)

Com 14 dias de paralisação até o momento, a greve dos bancários, iniciada no último dia 6, tem causado diversos transtornos a população de Campo Grande.

Mesmo com os canais de atendimento alternativos como o serviço internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), contato por telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados, há casos específicos em que só pode ser resolvido diretamente com o gerente bancário.

Como é o caso da administradora Thaysa Chaves, 31 anos, que está com parcelas atrasadas do seu imóvel, e um processo de negociação em aberto na Caixa Econômica Federal, porém não consegue solucionar o seu problema. “Essa greve esta nos prejudicando muito, tem o atendimento por telefone mas é muito lento, eu estou com uma negociação em aberto, mas como o boleto já esta vencido tenho que ficar pagando os juros, ta muito complicado mesmo”, diz Thaysa em frente de uma agência do Itau na Barão do Rio Branco entre a 13 de maio e 14 de julho.

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A aposentada Lourdes Rocha reclama da falta de orientação nas agências. (Foto: Paulo Francis)

Para a aposentada Lourdes Rocha, de 68 anos, não ocorre diferente, ela alega que está péssimo o serviço, pois não há nenhuma pessoa sequer para orientar ou atender os usuários dos caixas eletrônicos. “Não tem ninguém pra ajudar, agorinha mesmo tinha uma outra mulher brava aqui porque não conseguia realizar um saque, está realmente um caos nossa cidade”, desabafa em frente a Agência da Caixa Econômica Federal na Barão do Rio Branco entre as ruas Calógeras e 14 de julho.

Um farmacista, de 48 anos, que não quis se identificar denunciou que em algumas agências bancarias está impossibilitando os clientes até de fazer saques em valores menores, devido a alguns terminais estarem em falta de cédulas, em muitos outros faltam até mesmo envelopes para depósito. “O banqueiro nem liga da greve acontecer, por que é ele quem tem dinheiro, mas quem acaba se atrapalhando e sofrendo com tudo isso é a população”, diz.

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Rede bancaria de capital não tem previsão de retorno das suas atividades. (Foto: Paulo Francis)

Os bancário reivindicam um reajuste de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, além de mais contratações e segurança, mas a Fenaban ofereceu apenas de 5,5%. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso do Sul, Edvaldo Barros, não há previsão para a greve chegar ao fim.

Paulo Francis

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