Mesmo com atraso, ministro garante que Sisfron é projeto sem volta

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, disse que o Sisfron (Sistema de Monitoramento de Fronteiras) é um projeto sem volta e que será complementado em sua totalidade. A afirmação foi dada durante visita dele a Dourados, na manhã desta quinta-feira (22/11).

Ministro da Defesa visitou Dourados nesta quinta – Crédito: Luiz Guilherme/Dourados News

Segundo o Dourados News, com o projeto piloto implantado na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada – Brigada Guaicurus, em 2014, o Sisfron deveria estar atendendo toda a região de fronteira brasileira até 2022, porém, a previsão agora é de finalizar a aplicação da tecnologia em 2035 por conta do contingenciamento de recursos por parte do governo federal.

“Esse é um projeto em curso, atende nossa fronteira terrestre. Dourados recebe o projeto piloto e estamos vendo o quanto ele evoluiu. É muita tecnologia envolvida e vamos atrás de resultados. Agora vamos buscar recursos, é onde entra o ministério da Defesa. É algo sem retorno, ele vai avançar, mas está sendo complementado”, argumentou aos jornalistas.

Joaquim Silva e Luna também comentou sobre a falta de recursos para aplicação do projeto.

Atualmente apenas a área de atuação de fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, recebe a tecnologia, comprometendo todo o processo de segurança pública.

“Para ter resultados agora, já precisaria estar atuando. É preciso de mais recursos, atualmente eles são insuficientes”, relatou, para completar em seguida: “o Brasil precisa cuidar de sua segurança, mas é necessário ver outras prioridades como educação e saúde”, relatou, ao falar sobre o orçamento.

O ministro disse que vem mantendo contato com o futuro titular da pasta, general Fernando Azevedo e Silva e usou a visita em Dourados para se atualizar e repassar algumas informações sobre o Sisfron.

O SISFRON

O Sisfron entrou e funcionamento em novembro de 2014 em Dourados, como piloto do projeto que visa monitorar toda a área de fronteira do país.

O investimento previsto era de R$ 12 bilhões e deveria estar implantado em sua totalidade até 2022, porém, com o contingenciamento de gastos do governo, os repasses caíram e o projeto não teve continuidade em outras regiões.

No sistema, uma central de comando e controle instalada na sede da Brigada Guaicurus monitora todas as ações ou operações desenvolvidas pelos militares na faixa de fronteira e gerencia possíveis ordens do comando para deslocamento de tropas, entre outras atividades de segurança.

Dezenas de caminhões estão equipados com salas modernas de monitoramento funcionam como unidades móveis de controle interligadas ao comando central.

Operadores tem acesso a computadores que estão conectados não apenas a sala de monitoramento dentro da Brigada, como também a satélites que detalham posicionamento e produzem imagens mais amplas.

Com o Sisfron, os militares que trabalham em ‘terra’ ou no ‘ar’, possuem equipamentos de câmera de última tecnologia e registram toda a ação.

Esses dados são transmitidos ‘ao vivo’ para as centrais de monitoramento e comando que armazenam os dados para definir estratégias futuras ou para definir movimentações imediatas durante as operações, como perseguição a criminosos, por exemplo. São utilizados ainda radares e sensores que identificam movimentações suspeitas e também aeronaves não tripuladas.

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