Menor acusado de agredir ex-vereador diz que queria roubar o carro da vítima

O ex-vereador continua internado e inspira cuidados (Foto: Reprodução)
O ex-vereador continua internado e inspira cuidados (Foto: Reprodução)

O menor de 15 anos apreendido na (Unei Unidade Educacional de Internação) Novo Caminho, em Campo Grande, acusado de agredir com uma pedra o ex-vereador Luiz Antônio Ojeda, de 54 anos, negou a participação de terceiros no crime e assumiu a autoria.

Ele confessou à polícia que tinha a intenção de roubar o veículo da vítima.

Segundo a Polícia Civil, o rapaz confessou que, no dia 10 de outubro, atraiu a vítima com a intenção de roubá-la. Por este motivo, responde pelo ato infracional análogo à tentativa de latrocínio – que é o roubo seguido de morte.

Mesmo tendo deixado a Santa Casa, o estado de saúde de Ojeda continua exigindo cuidados permanentes. Informações extraoficiais dão conta que ele estaria em casa, sendo atendido por home care. O traumatismo crânio-encefálico sofrido em decorrência da agressão teria sido bastante severo, com danos neurológicos significativos.

Conforme a delegada Aline Gonçalves Sinnotti Lopes, da Deaji (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude), o caso já foi relatado à Justiça. Ao longo das investigações foi levantada a possibilidade de participação de mais pessoas, considerando a gravidade das agressões, a ponto de deixar a vítima em coma, no entanto, a hipótese foi descartada. “Ele assumiu tudo. Até mesmo o irmão dele, que era um dos suspeitos, se apresentou e prestou esclarecimentos”, disse.

Ela explicou que o menor tinha passagens anteriores por roubo e que, no caso de Ojeda, não portava faca ou arma de fogo, mas se prevaleceu do porte físico avantajado. “Na última oitiva ele confessou que queria apenas roubar e que não teve qualquer outro envolvimento com a vítima”, completou a delegada.

Ex-presidente do Comercial Esporte Clube (de 1999 e 2002) e vereador em Campo Grande em 1996 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Ojeda sofreu o atentado na madrugada de 10 de outubro. Um transeunte o encontrou inconsciente ao lado do carro, com o vidro arrombado, no Bairro Cidade Jardim.

O veículo era modelo HB-20 e havia sido locado em nome da vítima, fato que permitiu identificá-la, já que não portava documentos, que havia sido roubados. No dia seguinte o adolescente foi apreendido e assumiu as agressões, alegando desentendimento com a vítima. Dias depois, confessou o roubo.

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