Meirelles nega chance de ser vice em chapa com Alckmin

Reuters / SF

Pré-candidato à Presidência pelo MDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles negou nesta terça-feira a possibilidade de vir a ser vice em uma chapa com o tucano Geraldo Alckmin.

Henrique Meirelles, pré-candidato à Presidência pelo MDB, dá entrevista em Brasília. Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

“Nossa candidatura é a presidente. O MDB é o partido que está no governo, que tem conquistado resultados excepcionais. Não há razão pela qual não possa apresentar um candidato próprio, disputar e ganhar uma eleição. Não há razão para aceitar uma vice estando já no governo e tendo já realizado tudo que realizou nesses 2 anos”, afirmou.

Meirelles voltou a insistir que, apesar dos baixos índices em pesquisas eleitorais –o ex-ministro alcança no máximo 1 por cento das intenções de voto em pesquisa Datafolha de meados de abril– tem potencial para crescer, o que ajudará a convencer seus correligionários da viabilidade de sua candidatura.

“À medida que mostro os resultados das pesquisas, eles adquirem muita confiança. A preferência é ter candidato próprio desde que tenha potencial”, disse.

Presidente do MDB, o senador Romero Jucá (RR) reforçou que o partido tem dois pré-candidatos –além de Meirelles, o próprio presidente Michel Temer– mas que uma decisão só será tomada em junho, depois do partido observar o desempenho de ambos, e não há garantia de que MDB terá um candidato.

“Vamos tomar uma decisão coletiva. Se um pré-candidato prejudicar o partido não será candidato, porque terá que ser aprovado em uma convenção”, disse ao ser questionado sobre a resistência de parte dos diretórios em encampar uma candidatura própria, em especial a de Temer, que tem uma elevada rejeição nas pesquisas.

Mercado
Visto como um candidato do mercado, Meirelles atribuiu ainda a alta do dólar às questões eleitorais e as posições de candidatos que classificou como de “extremos”, colocando nesta lista Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

“Temos cada vez mais questão eleitoral que cada vez mais tem influenciado o mercado. Eu já falava lá atrás que em algum momento os agentes econômicos começariam a olhar para as pesquisas e se preocupar”, disse o ex-ministro.

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