Megaoperação transfere chefes de facção para presídio em MS

Uma megaoperação envolvendo policiais militares e federais, e agentes penitenciários transfere na manhã desta sexta-feira (5) 21 homens apontados como chefes da facção criminosa que reivindica os ataques ocorridos no Rio Grande do Norte desde a semana passada. Os criminosos foram retirados da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Grande Natal, e serão levados para presídios federais em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). A operação foi batizada de ‘Nero’.

Detentos foram levados para o Itep para realização do exame de corpor de delito antes da transferência (Foto: Arthur Barbalho/Tribuna do Norte)
Detentos foram levados para o Itep para realização do exame de corpor de delito antes da transferência (Foto: Arthur Barbalho/Tribuna do Norte)

Os criminosos que estão sendo transferidos são: Sebastião Figueira da Costa Júnior, Josenildo Medeiros da Silva, Josenildo Augusto da Silva, Bruno Mitchel Carvalho de Farias, Christian Lutianne Costa de Lima, Djackson Hyzacky Moreira da Silva, Gerson Menezes, Gilbeto da Cruz Silva, Igor dos Santos Peixoto, João Paulo Souza da Silva, Luanderson Inácio de Souza Cunha, Leonardo Victor Cavalcante Soares, Marcos Antônio Oliveira da Silva, Walleano Luabson Cruz dos Santos, Zadonaide Fernandes Nunes, José Wilson Trajano de Freitas, Francisco Frank Dantas da Costa, Renato da Silva Climaco, Cleiton Miranda Lins, João Maria dos Santos Oliveira e Rosivaldo Barbosa da Silva.

Entre os transferidos está João Maria dos Santos Oliveira, o ‘João Mago’, preso no último domingo (31) em Nova Parnamirim, e Apontado pelas forças de segurança do Rio Grande do Norte como um dos chefes de uma facção criminosa que vem agindo no estado.

Foi montada uma operação especial para garantir a segurança durante a transferência. Os presos foram levados para o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) para realização do exame de corpo de delito.

Na última segunda-feira (1º), cinco presos – apontados pelo Governo do Rio Grande do Norte como chefes da facção criminosa que reivindica os ataques – já haviam sido transferidos para o presídio federal de Mossoró.

Ataques

De acordo com a Sesed, desde que começaram os atentados, no dia 29 de julho, foram registradas 107 ocorrências em 37 cidades do Rio Grande do Norte. Pelo menos 100 pessoas foram presas.

A instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, é apontada pelo próprio governador como motivo para os atentados. Os alvos dos atentados são principalmente ônibus, prédios públicos e bases policiais.

Motim

Na noite de quarta (3), os detentos da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) fizeram um motim. Os presos empilharam colchões no pé do muro e atearam fogo, segundo o secretário estadual de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, pois “o objetivo era que as chamas atingissem o transformador ou a própria torre onde foram os instalados os bloqueadores de celular”. O Corpo de Bombeiros apagou o fogo.

Exército nas ruas

Desde a noite de quarta-feira (3), militares estão auxiliando as polícias Civil e Militar na segurança da população. Aproximadamente 1.200 militares – sendo 920 do Exército, 220 da Marinha e 60 da Força Aérea – vão participar da chamada Operação Potiguar. De acordo com a assessoria da operação, as tropas atuam nas ruas até o dia 16 de agosto.

A princípio as Forças Armadas vão atuar em Natal e na região metropolitana, o que vai permitir que a polícia reforce a segurança em cidades do interior. (Com Informações G1/RN)

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