Megaoperação mobiliza mais de 400 pessoas contra o Aedes

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A Prefeitura de Campo Grande lançou na manhã desta quarta-feira (22) a operação “Mosquito Zero – É matar ou morrer”,  em solenidade realizada na Escola Municipal Professor Fauze Scaff Gattass Filho, Bairro Nova Campo Grande,  localizado na região Imbirussu, a primeira a receber a ação. Mais de 350 pessoas, entre servidores municipais e colaboradores, estarão mobilizados as ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti que serão estendidas para as sete regiões urbanas do município nos próximos 70 dias e irão envolver diversos órgãos municipais, instituições públicas e privadas e a iniciativa privada.

Segundo o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, o momento exige união, sendo o envolvimento de toda a sociedade extremamente importante para vencer a guerra contra o mosquito.

“Há mais de 20 anos já se discute ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que à época era conhecido somente por transmitir a dengue. Neste período o mosquito se adaptou e passou a transmitir outras doenças e nós ainda continuamos sofrendo. Portanto o momento é de unirmos esforços e fazer a nossa parte para não deixar o mosquito vencer”, diz.

O que preocupa, segundo o prefeito, ainda é a falta de conscientização de boa parte da população e a insistência em não colaborar.

“Os levantamentos nos mostram que 80% dos focos do mosquito ainda são encontrados dentro das casas. Onde, infelizmente, muitas vezes nós não conseguimos alcançar. Mas o morador precisa ter a consciência e fazer a sua parte. Portanto, não basta somente o Poder Público agir, é preciso a colaboração de todos. Somando as forças com certeza nós teremos sucesso nesta missão e vamos impedir que mais vidas sejam ceifadas por doenças transmitidas por este mosquito”, reforça.

O secretário de Saúde José Mauro Filho destaca que uma outra dificuldade relatada pelos agentes de campo é a dificuldade de entrar em imóveis fechados, onde há uma grande concentração de focos. Mapeamento feito pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) identificou a existência de mais de 4 mil imóveis fechados somente na região central de Campo Grande.

“Isso nos chamou a atenção e foi o que nos fez buscarmos a parceria das demais secretarias o que culminou com essa megaoperação.  Hoje sabemos que aproximadamente 20% dos imóveis estão fechados ou existe recusa por parte do morador para que o agente possa fazer o seu trabalho e isso somente potencializa o problema”, disse.

Moradora do bairro Jardim Carioca há mais de 30 anos, a dona de casa Mirian de Souza Rolon, 62, é um exemplo e vítima da falta de consciência.

“Eu sempre mantive o meu quintal limpo, mas eu e o meu marido acabamos pegando dengue há uns quatro anos. Descobrimos que o vizinho estava com a casa tomada por lixo e cheio de criadouros do mosquito. Então, não adianta só a gente fazer a nossa parte. É preciso que todo mundo colabore”, disse.

Os trabalhos  na região Imbirussu devem durar  em torno de 10 dias e contemplarão a limpeza de terrenos públicos, transporte de materiais inservíveis descartados, alocação pontual e temporária dos descartes em locais previamente definidos, fiscalização e autuação de descartes irregulares, visita às casas pelos agentes de combate às endemias para detecção de focos, limpeza, orientação e conscientização da população sobre os riscos e consequências das doenças transmitidas pelo mosquito.

Paralelamente, a Prefeitura se encarregará de fazer o trabalho de limpeza dos espaços públicos, incluindo praças e parques sob a sua administração.

Durante o período de ação, será realizada uma grande gincana que, conforme as regras a serem estabelecidas, premiará os moradores que mais contribuírem com a limpeza do bairro e região, envolvendo toda a comunidade e contribuindo assim de maneira efetiva na eliminação de potenciais criadouros do mosquito.

Pontos de descarte

Foram disponibilizados quatro pontos de transbordo para que os moradores da região possam fazer o descarte de materiais inservíveis de grande e pequeno volume, como geladeiras, televisores, sofás, camas, entre outros.

Área 01: Av. Amaro Castro Lima com Av. 2 – Nova Campo Grande (lateral E.M. Fauze Scaff Gattass Filho)
Área 02: Acesso Nice com R. Principal nr. 5 – Núcleo Industrial
Área 03: R. Itamirim e R. Antônio Pereira Veríssimo – Altos do Panamá
Área 04: Ecoponto Panamá – R Sagarana com Av. José Barbosa Rodrigues, Bairro Panamá

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