Médicos sem Fronteiras envia reforços às equipes de saúde no Haiti

Quase 20 profissionais ligados à organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão chegando ao Haiti para reforçar o trabalho de atendimento às vítimas do Furacão Matthew. Atualmente uma equipe de 26 pessoas da organização atua no local. No grupo de reforço estão quatro brasileiras – uma enfermeira, uma médica, uma administradora e uma promotora de saúde que fica responsável pelo contato com a comunidade avisando dos serviços disponíveis para sobreviventes – que devem ser distribuídas, até amanhã (13), entre as cidades de Les Cayes e Jérémie. O trabalho deve durar, pelo menos, um mês.

Conforme o site Agência Brasil, o MSF no Brasil não recebeu informações atualizadas sobre a situação no país. De acordo com os últimos contatos com as equipes que estão em campo na península de Tiburón e nas províncias de Artibonite e Nord-Ouest, a população está sem acesso à água potável e o problema de surto de cólera que já tinha sido identificado no local pode se agravar.

Nas províncias de Artibonite e Nord-Ouest, por exemplo, centros de saúde e de tratamento da doença foram danificados. Nestas regiões, os moradores que perderam poços e redes de água tratada estão usando água de rios e outros pontos sem tratamento. Em Port-à-Piment, foram registrados cerca de 40 casos da doença. A falta de água potável também é problema em Petite Rivière de Nippes, onde a equipe realizou cerca de 200 consultas médicas nos últimos dias, principalmente de feridos nos pés após terem caminhado em áreas inundadas.

Na cidade de Jérémie, onde o hospital de referência foi atingido, ficando sem água e eletricidade, há grande concentração de sobreviventes. Jérémie recebeu o primeiro pelotão do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) no último dia 7, que foi encarregado de abrir estradas para que os caminhões com água e comida chegassem às populações afetadas.

 

 

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