Médica condenada por decapitar empresários é demitida de hospital no Rio

Condenada a 46 anos de prisão por causa da participação na morte de dois empresários em Minas Gerais em 2010, a médica Gabriela Côrrea da Costa, de 31 anos, trabalhava há quase dois meses no Hospital municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com informações de funcionários da unidade de saúde divulgadas pelo portal de notícias “Lei Seca Maricá”, Gabriela passou por uma transformação visual para poder ser contratada. Ela utilizava cabelos curtos e óculos, diferente da imagem que exibia nas redes sociais. Após ser descoberta nesta segunda-feira, a médica foi demitida.

Médica condenada por decapitar empresários é demitida de hospital no Rio
Médica condenada por decapitar empresários é demitida de hospital no Rio

Através de nota, a Prefeitura de Maricá informou que desconhecia o processo contra Gabriela e que seu vínculo profissional era com a Organização Social (OS) contratada para gerir o hospital. Segundo o comunicado, os dois registros profissionais da médica estão válidos o que permitia que ela trabalhasse normalmente. Apesar disso, depois da divulgação do caso, a administração municipal resolveu demitir a profissional.

Crime brutal

Gabriela Corrêa foi condenada, em março deste ano, a 46 anos e seis meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e destruição e ocultação de cadáver. Ela é uma das integrantes do chamado “bando da degola”, que é considerado pelo 2º Tribunal de Júri de Belo Horizonte responsável pelas mortes dos empresários Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues. Os dois foram sequestrados, torturados e assassinados dentro de um apartamento no bairro Sion, no Centro da capital mineira, em abril de 2010. O grupo é chamado assim porque decapitou as vítimas na tentativa de dificultar a identificação dos corpos.
Mesmo com a condenação, Gabriela responde o processo em liberdade. Ela recorre da decisão judicial. Na época, os parentes das vítimas estavam revoltados com o fato de Gabriela estar solta. Os pais disseram ter nojo de morar no Brasil.

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