Marun afirma que impeachment de Dilma precisa ser analisado

“A discussão do impeachment tem que pelo menos existir. Não dá para simplesmente não acontecer o julgamento dessa questão”. A frase do deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), publicada pela Folha de São Paulo essa semana (11/11), demonstra claramente a sua opinião sobre o polêmico tema que é o debate da interrupção do mandato da presidente Dilma.

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Marun assinala que o país está sem rumo na área econômica, “o desemprego a cada dia ceifa a esperança de milhares e famílias”, as denúncias de desvios de recursos tiram a “credibilidade da atual administração para pilotar qualquer projeto de reestruturação da economia”. E o que é pior, adverte, “não há esse rumo, muito menos esse projeto”.

Nesse cenário, o deputado acredita que o impeachment cobrado por amplos segmentos da sociedade precisa ser debatido no Congresso Nacional, “que é a caixa de ressonância de toda a nação”. Para Marun, é preciso sim estabelecer um rito de julgamento dessa questão “até para que nós, congressistas, que ouvimos todos os dias as reclamações, participamos dos protestos e percebemos a angústia do país por soluções, tenhamos alguma coisa a dizer para a sociedade”.

Marun disse que sabe que o Congresso é uma casa política, que nem todos pensam como ele, mas que “é hora da sociedade saber quem é quem aqui dentro e, assim, preparar o seu voto nas próximas eleições”.

O peemedebista acredita que adiar essa questão gera desgastes para a classe política e mais incertezas para o país. “O impeachment precisa ser colocado para não prolongar a agonia desta nação que amarga uma taxa de 8,3% de desemprego, vê a indústria retraída, dólar disparado, inflação crescendo e nenhum sinal de mudança no horizonte.

O impeachment pode criar as condições necessárias para que se estabeleça um governo de união nacional em torno de ideais e propósitos mínimos e bem definidos. “Estanca a desconfiança que se estabeleceu em virtude da corrupção e abre as portas para um diálogo com segmentos que hoje querem distância do poder”, avisa Marun, confiante que “a hora desse debate é agora: o país não aguenta mais tanta notícia ruim”.

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