Marquinhos se esquiva e não responde envolvimento em grampo telefônico

Entrevistado nesta quarta-feira (21) pela TV Morena, o candidato do PSD à prefeitura de Campo Grande, Marquinhos Trad se esquivou e não respondeu pergunta sobre a citação de seu nome na Operação Coffee Break que investiga esquema de compra de votos de vereadores que culminou com a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP).

Marquinhos Trad foi entrevista pela TV Morena (Foto: TV Morena)
Marquinhos Trad foi entrevista pela TV Morena (Foto: TV Morena)

A TV Morena, afiliada da Rede Globo de Televisão,  cumpre uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito da Capital, dando um prazo de 15 minutos para cada um deles expor suas propostas para os eleitores.

Entrevistado ao vivo pela apresentadora Lucimar Lescano no programa no MSTV, Marquinhos não deu detalhes sobre o grampo telefônico, autorizado pela Justiça, no qual ele aparece conversando com outro envolvido, supostamente tramando a compra de mais votos para derrubar Bernal, conforme questionamento feito pela jornalista.

Como resposta, o candidato do PSD limitou-se a dizer que é “conhecido no Fórum de Campo Grande apenas como advogado e não como réu”.

Marquinhos também foi perguntado sobre as denúncias envolvendo o irmão dele, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), no caso Gisa, software de gestão da saúde que nunca foi implantado na Capital e que teria resultado num desvio de R$ 9 milhões aos cofres públicos.

Como resposta, o candidato do PSD disse que não tem nada a ver com a administração passada e que se existem culpados eles devem ser julgados e punidos.

Sobre saúde, Marquinhos disse que vai investir “com seriedade, com responsabilidade”. “Nós merecemos saúde todos os dias, afinal de contas, você paga seu imposto todo dia, todos os meses”.

Além disso, o candidato defendeu a valorização dos servidores. “Não vamos terceirizar saúde em Campo Grande”.

Com relação à educação, Marquinhos destacou ainda que “vai terminar as obras que aí estão” e que vai proporcionar, “imediatamente, de 3 mil a 3,5 mil novas vagas” nos Ceinfs (Centros de Educação Infantil).

Na segunda-feira (19), Alcides Bernal (PP) foi entrevistado. Na terça-feira (20), a entrevistada foi Rose Modesto (PSDB).

A ordem da série de entrevistas foi definida em sorteio.

COFFE BREAK

Divulgado em dezembro de 2015, o relatório final das investigações da operação Coffee Break detalha como foi montado um suposto esquema de propinas e compra de voto na Câmara de Campo Grande para cassar o prefeito Alcides Bernal em 2014.

O relatório tem cerca de 270 páginas e traz detalhes de como políticos e empresários teriam tramado a cassação. São 23 pessoas citadas. No documento, o Gaeco diz que os suspeitos agiam de forma articulada para garantir que a Câmara conseguisse afastar Bernal da prefeitura.

A primeira acusação é de associação criminosa. Os suspeitos seriam os responsáveis por criar e organizar todo o esquema: João Amorim, João Baird, Carlos Naegele, Gilmar Olarte, Mario Cesar, Flávio César, Airton Saraiva, Fábio Portela, Luiz Pedro Gomes Guimarães, Raimundo Nonato de Carvalho e dois nomes que até então não apareciam na lista, ex-prefeito Nelson Trad Filho e o ex-governador André Puccinelli.

Já a segunda acusação, de acordo com o Gaeco, é por corrupção ativa, contra aqueles que executavam o plano, fazendo o corpo a corpo com os vereadores oferecendo vantagens politicas e financeiras. São eles: João Amorim, João Baird, Gilmar Olarte, Mario Cesar, Flávio César, Airton Saraiva e Fábio Portela.

E tem ainda os acusados por corrupção passiva, que, segundo o relatório, são vereadores que solicitaram, receberam e aceitaram promessas de vantagens, como dinheiro e cargos públicos. São eles: Paulo Siufi, Edil Albuquerque, Edson Shimabukuro, Eduardo Romero, Jamal Salém, Otávio Trad, Gilmar da Cruz, Chocolate, Carlão, o atual presidente da Câmara João Rocha e o ex-vereador Alceu Bueno.

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