Marquinhos quer reestabelecer 30% de suplementação que foi retirado de Bernal

marcoscpiO deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), eleito prefeito de Campo Grande, avaliou nesta quarta-feira (16) ser necessário que a Câmara de Vereadores restabeleça os 30% de suplementação no orçamento que os prefeitos da Capital detinham em ‘poder pessoal’ e que foi retirado do atual chefe do Executivo, Alcides Bernal, que ficou somente com 5% ‘em mãos’. O futuro prefeito comentou hoje, que quer restabelecer o ‘privilégio’ que somente Bernal perdeu, devido a falta de apoio político, após conquistar ‘sozinho’ a prefeitura em 2012. Marquinhos apontou até que exige o percentual da suplementação, que buscará que os mesmos vereadores que retiraram retorne, sendo até que foi enviado por Bernal na LOA (Lei de Diretrizes Orçamentária) 2017, mas parlamentares ou em especial, o relator da matéria em tramitação na Casa, já fez emenda no item, mantendo apenas os 5% atuais.

A então Câmara Municipal de 2012, que tinha 80% dos atuais vereadores, que se reelegeram naquela eleição, restringiu o índice de remanejamento do atual prefeito de 30% para 5% e pretende manter valor. Dos atuais vereadores, 62% não retornaram no próximo ano, sendo que dos 29, apenas 11 conseguiram se reeleger, diante do desgaste dos próprios imbróglios político-administrativo entre Legislativo e Executivo nos últimos quatro anos.

O hoje eleito prefeito, Marquinhos Trad, disse que não aceita ter apenas 5% de suplementação no orçamento e vai exigir que seja disponibilizado limite de 30%. Trad faz questão de relembrar que, com exceção de Alcides Bernal (PP), todos os outros prefeitos governaram com 30%. “Em relação ao orçamento, eu não abro mão dos 30% de suplementação. Todos os prefeitos, com exceção do atual gestor, desde o Lúdio Coelho, sempre tiveram 30%. Se não alterar agora, no dia 1º de janeiro vou solicitar que seja alterado”, disse durante entrevista a imprensa em plenário da ALMS (Assembleia Legislativa de MS), onde ele fica até 31 de dezembro, como Parlamentar.

Sobre Bernal administrar com apenas 5%, Marquinhos é ácido e diz que os vereadores que devem ser questionados diante disso. Também reafirma que exige a disponibilização dos 30%, como era até a administração de seu irmão, Nelsinho Trad (PTB).

O índice de 5% de suplementação é o limite que os prefeitos possuem para remanejar recursos do orçamento sem a autorização da Câmara Municipal. A ‘coleira’ mais rígida, que foi implantada somente na gestão de Bernal, significa que o prefeito precisa de autorização dos vereadores sempre que quiser transferir dinheiro destinado à educação para a saúde, por exemplo.

Plano diretor

Trad também mencionou e se diz preocupado sobre o plano diretor do município. Ele até anunciou que participa de uma reunião na tarde desta quarta-feira (16), para dialogar sobre a revisão, que é realizada a cada 10 anos. O projeto que auxilia no planejamento urbano da cidade está nas mãos de Bernal e deve ser encaminhado até o fim do ano para a Câmara.

“Minha preocupação é com o plano diretor. Hoje terei essa reunião para ver pontos junto com técnicos, vamos conversar sobre pontos preocupantes em relação à revisão do plano diretor, que é feita a cada 10 anos”, afirma Marquinhos.

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